Melhores hospitais do Brasil e como investir neles

Melhores hospitais do Brasil

Índice

O Einstein Hospital Israelita, em São Paulo, lidera o ranking da Rankia dos melhores hospitais do Brasil com 100 pontos, à frente do Hospital Sírio-Libanês (91,4) e do Hospital Moinhos de Vento (77,7). A lista cruza quatro indicadores de três instituições independentes entre si, a Newsweek com a Statista, a consultoria IntelLat e o Datafolha, todos publicados entre junho de 2025 e setembro de 2026.

Pontos-chave

  • O Einstein é o primeiro nos quatro indicadores usados.
  • Seis dos dez primeiros são entidades sem fins lucrativos e um é público.
  • Três hospitais do top 10 pertencem a grupos listados na B3.
  • Hapvida e Oncoclínicas não têm hospitais no top 10.

Ranking dos melhores hospitais do Brasil

A pontuação vai de 0 a 100 e soma reputação entre médicos, qualidade assistencial, gestão e excelência por especialidade. A explicação de cada indicador está na seção seguinte.

PosiçãoHospitalCidadePontuação RankiaGrupo proprietárioListado na bolsa?
1Einstein Hospital IsraelitaSão Paulo100,0Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein (sem fins lucrativos)Não
2Hospital Sírio-LibanêsSão Paulo91,4Sociedade Beneficente de Senhoras Hospital Sírio-Libanês (filantrópica)Não
3Hospital Moinhos de VentoPorto Alegre77,7Associação Hospitalar Moinhos de Vento (sem fins lucrativos)Não
4Hospital Alemão Oswaldo CruzSão Paulo74,7Entidade filantrópicaNão
5HCor (Hospital do Coração)São Paulo72,3Associação do Sanatório Sírio (filantrópica)Não
6Hospital das Clínicas da FMUSPSão Paulo64,6Governo do Estado de São Paulo (autarquia pública)Não
7Hospital Barra D'OrRio de Janeiro63,7Rede D'Or São LuizSim (B3: RDOR3)
8Hospital Copa D'OrRio de Janeiro62,3Rede D'Or São LuizSim (B3: RDOR3)
9BP (A Beneficência Portuguesa de São Paulo)São Paulo62,2Real e Benemérita Associação Portuguesa de Beneficência (sem fins econômicos)Não
10Hospital 9 de JulhoSão Paulo56,5Rede Américas (50% Dasa e 50% Amil)Sim, de forma indireta (B3: DASA3)

Completam a lista o Samaritano Higienópolis (56,5), o Mãe de Deus (56,4), o Quinta D'Or (54,1), o Mater Dei Santo Agostinho (50,3) e o Santa Catarina Paulista (50,2). O 9 de Julho e o Samaritano empatam na primeira casa decimal, e o desempate é feito pela segunda.

Este ranking é informativo e não substitui a consulta com um profissional de saúde.

Como montamos este ranking de hospitais

A Rankia partiu dos 20 primeiros hospitais gerais da lista nacional da Newsweek e acrescentou os que aparecem entre os dez brasileiros mais bem colocados do IntelLat e também estão entre os 50 primeiros da Newsweek, o que incluiu o 9 de Julho. Hospitais especializados, como os de oncologia ou pediatria, ficaram de fora porque não concorrem na mesma categoria. Cada hospital recebeu pontos em quatro indicadores.

IndicadorQuem publicaO que medePeso
Nota nacional no World's Best Hospitals 2026Newsweek e Statista (fevereiro de 2026)Qualidade assistencial, recomendação de médicos e gestores, experiência do paciente e uso de PROMs35%
Posição no Ranking IntelLat 2026IntelLat (setembro de 2026)Segurança, equipe, eficiência, tecnologia, sustentabilidade, experiência do paciente e prestígio, com dados auditados35%
Presença no World's Best Specialized Hospitals 2027Newsweek e Statista (setembro de 2026)Em quantas das 13 especialidades o hospital aparece entre os melhores do mundo20%
Citação espontânea de médicosDatafolha (junho de 2025)Hospital apontado como o melhor do país por 601 médicos10%

Nota da Newsweek. A nota de cada hospital foi dividida pela do líder (92,30%) e multiplicada por 35. O Sírio-Libanês, com 84,61%, recebeu 32,1 pontos nesse indicador.

Posição no IntelLat. O ranking avalia 105 hospitais de dez países da América Latina a partir de um questionário de 167 perguntas. O 1º colocado recebe 35 pontos, e cada posição abaixo reduz a pontuação de forma proporcional até o 105º. Como só entra quem responde ao questionário, o hospital que não participou não foi penalizado. Nesse caso, a pontuação final considerou apenas os outros três indicadores, recalculados para a escala de 0 a 100.

Especialidades. A imprensa brasileira divulgou contagens diferentes para alguns hospitais, por isso a Rankia usou faixas em vez do número exato. Quem aparece em oito especialidades ou mais recebe 20 pontos, de duas a sete recebe 12, com uma recebe 6 e sem nenhuma, zero.

Datafolha. A pesquisa ouviu médicos de todas as regiões entre novembro de 2024 e janeiro de 2025, sem mostrar uma lista prévia. Foi encomendada pelo próprio Einstein, por isso tem o menor peso. O percentual de cada hospital foi comparado ao do primeiro (36%).

A acreditação internacional, como a da Joint Commission International (JCI), ficou de fora do cálculo porque a Rankia não conseguiu confirmar o status atual de todos os hospitais na base do próprio órgão acreditador.

1.Einstein Hospital Israelita

O Einstein lidera com 100 pontos porque é o primeiro em todos os indicadores. Tem a maior nota nacional da Newsweek (92,30%) e é o 1º da América Latina no IntelLat, com 97,80 pontos. No ranking de especialidades de setembro de 2026, aparece em pelo menos dez áreas, e a Newsweek o coloca como o brasileiro mais bem posicionado em oito delas, como cardiologia, neurologia e ortopedia. Na pesquisa Datafolha, 36% dos médicos o citaram como o melhor hospital do país. É mantido pela Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein, entidade sem fins lucrativos.

2.Hospital Sírio-Libanês

O Sírio-Libanês soma 91,4 pontos e é o único que fica perto do Einstein. É o 2º na nota nacional da Newsweek (84,61%) e o 4º da América Latina no IntelLat, com 83,84 pontos. Aparece em 11 especialidades do ranking de setembro de 2026 e, segundo a Newsweek, é o brasileiro mais bem colocado em urologia e em oncologia. Também ficou em segundo na pesquisa Datafolha, com 19% das citações. Pertence à Sociedade Beneficente de Senhoras Hospital Sírio-Libanês, entidade filantrópica e sem ações em bolsa.

3.Hospital Moinhos de Vento

O Moinhos de Vento é o melhor hospital fora de São Paulo, com 77,7 pontos. Fica em Porto Alegre e sobe para o 3º lugar porque é o 5º da América Latina no IntelLat, com 82,66 pontos, à frente de todos os outros brasileiros menos o Einstein e o Sírio-Libanês. Na Newsweek, tem a 4ª maior nota nacional (83,64%) e aparece em duas especialidades do ranking de setembro de 2026. Foi citado por 1% dos médicos no Datafolha. A gestão é da Associação Hospitalar Moinhos de Vento, entidade privada sem fins lucrativos.

4.Hospital Alemão Oswaldo Cruz

O Oswaldo Cruz fica em 4º, com 74,7 pontos. Tem a 3ª maior nota nacional da Newsweek (83,67%), apenas 0,03 ponto acima do Moinhos de Vento, mas aparece em 14º na América Latina no IntelLat, o que o deixa atrás do hospital gaúcho na soma. No ranking de especialidades de setembro de 2026, está entre os melhores do mundo em quatro a sete áreas, conforme a fonte consultada. Recebeu 1% das citações no Datafolha. O hospital nasceu como Associação Hospital Allemão e hoje se apresenta como entidade filantrópica.

5.HCor (Hospital do Coração)

O HCor fecha o top 5 com 72,3 pontos. Tem a 5ª maior nota nacional da Newsweek (81,57%) e é o 18º da América Latina no IntelLat. No ranking de especialidades de setembro de 2026, aparece em cardiologia e em cirurgia cardíaca. Não pontuou no indicador do Datafolha, porque não está entre os dez hospitais mais citados pelos médicos. Depois do HCor, a pontuação cai mais de sete pontos, para o Hospital das Clínicas da FMUSP. O HCor é mantido pela Associação do Sanatório Sírio, entidade filantrópica e sem ações em bolsa.

Melhores hospitais de São Paulo

A cidade de São Paulo tem sete dos dez primeiros do ranking. Em ordem, são o Einstein (100,0), o Sírio-Libanês (91,4), o Oswaldo Cruz (74,7), o HCor (72,3), o Hospital das Clínicas da FMUSP (64,6), a BP (62,2) e o 9 de Julho (56,5). Logo depois vêm o Samaritano Higienópolis (56,5) e o Santa Catarina Paulista (50,2).

O Hospital das Clínicas é o público mais bem colocado, em 6º lugar. Também foi o hospital público mais citado pelos médicos no Datafolha, lembrado por 41% deles nessa categoria.

Quem está por trás dos melhores hospitais do Brasil?

A maioria dos melhores hospitais do país não tem dono no sentido de acionista. São entidades sem fins lucrativos, que não distribuem lucro a sócios. Os proprietários se dividem em três grupos.

Tipo de proprietárioHospitais do rankingDá para investir?
Grupo listado na bolsaBarra D'Or, Copa D'Or e Quinta D'Or (Rede D'Or); Mater Dei Santo Agostinho (Mater Dei); 9 de Julho e Samaritano Higienópolis (Rede Américas, 50% da Dasa)Sim, pela B3
Privado não listadoRede Américas (outros 50% da Amil, controlada por José Seripieri Filho)Não
Sem fins lucrativos ou públicoEinstein, Sírio-Libanês, Moinhos de Vento, Oswaldo Cruz, HCor, BP, Mãe de Deus, Santa Catarina Paulista e Hospital das Clínicas da FMUSPNão

Hapvida (HAPV3) e Oncoclínicas (ONCO3) também são listadas na B3, mas nenhuma delas é dona de hospitais do top 10.

Dá para investir nos melhores hospitais do Brasil?

Dá para investir em alguns, por meio das ações dos grupos que os controlam. Os cinco primeiros, porém, são entidades sem fins lucrativos e não têm ações. Um hospital bem avaliado não torna a ação do grupo um bom investimento, porque o preço depende de dívida, juros, margens e regulação dos planos de saúde.

Rede D'Or São Luiz (RDOR3)

A Rede D'Or é listada no Novo Mercado da B3 com o código RDOR3. É dona do Barra D'Or (7º), do Copa D'Or (8º) e do Quinta D'Or (13º), e tinha 76 hospitais em 30 de junho de 2026, segundo seu relatório de resultados. No 2º trimestre de 2026, divulgado em 13 de agosto, a receita líquida foi de R$ 14,91 bilhões, alta de 5,6%. O principal risco é a sensibilidade aos juros, já que 94,9% da dívida líquida é pós-fixada.

Dasa (DASA3)

A Dasa é listada na B3 com o código DASA3 e tem 50% da Rede Américas, sociedade com a Amil que reúne o 9 de Julho (10º) e o Samaritano Higienópolis (11º). Quem compra DASA3 tem exposição indireta a esses hospitais, além do negócio de diagnósticos. No 2º trimestre de 2026, divulgado em 13 de agosto, a companhia registrou prejuízo líquido de R$ 35 milhões. O principal risco é a alavancagem, com dívida líquida de 3,52 vezes o Ebitda no mesmo trimestre.

Mater Dei (MATD3)

A Rede Mater Dei é listada na B3 com o código MATD3 e é dona do Mater Dei Santo Agostinho, de Belo Horizonte, 14º no ranking. Segundo a área de relações com investidores, opera 9 hospitais em Minas Gerais, Bahia e Goiás. Em 2025, os planos de saúde responderam por cerca de 93% da receita bruta, conforme o release do 4º trimestre de 2025. O principal risco é a baixa liquidez, porque a família Salvador detém cerca de 80% do capital e sobram poucas ações em circulação.

Para comprar essas ações, é preciso abrir conta em uma corretora autorizada pela CVM com acesso à B3. A lista de corretoras autorizadas pela CVM ajuda a conferir a regulação antes de escolher. Quem prefere diversificar no setor pode olhar os ETFs do setor de saúde.

Investir em ações envolve risco de perda do capital. Este conteúdo é informativo e não é uma recomendação de compra de nenhum ativo.

O que o ranking mostra sobre a saúde no Brasil

Quando se cruzam fontes diferentes, o topo muda pouco. Einstein e Sírio-Libanês lideram em todas, e a disputa real começa do 3º lugar para baixo, onde a participação no IntelLat e a presença em especialidades fazem diferença. Para escolher onde se tratar, a lista é um ponto de partida, e a decisão deve passar pelo médico e pela cobertura do plano de saúde.

Perguntas frequentes sobre os melhores hospitais do Brasil

Fontes: Fonte: Newsweek, World's Best Hospitals 2026, lista do Brasil Fonte: Medicina S/A, Ranking IntelLat 2026 de hospitais da América Latina Fonte: Rede D'Or, relatório de resultados do 2º trimestre de 2026