Méliuz encerra o bitcoin no app: quem tem saldo precisa vender até 30 de outubro

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A Méliuz vai encerrar a compra e venda de bitcoin no aplicativo: as compras estão suspensas desde 1º de outubro de 2026, e quem ainda tem saldo em BTC no app precisa vender até 30 de outubro. Depois dessa data, o que sobrar será liquidado automaticamente a preço de mercado, e o valor cairá na conta digital de cada cliente, segundo comunicado da empresa divulgado em 8 de outubro.
Pontos-chave
- 🛑 Compras: suspensas no app da Méliuz desde 1º de outubro
- 📅 Prazo: 30 de outubro é o último dia para vender o saldo em bitcoin
- 💱 Depois: liquidação automática e reais na conta digital Méliuz
- 🏦 Banco Central: 30/10 também fecha o prazo para corretoras pedirem autorização
| Data | O que acontece | Fonte |
|---|---|---|
| 1º/10/2026 | Méliuz suspende novas compras de bitcoin no app | Méliuz |
| 8/10/2026 | Méliuz anuncia o fim do serviço de bitcoin para os clientes | Méliuz |
| 30/10/2026 | Último dia para vender o saldo em BTC no app | Méliuz |
| Após 30/10/2026 | Saldo restante liquidado a preço de mercado; reais vão para a conta digital | Méliuz |
| 30/10/2026 | Fim do prazo para quem já prestava serviços com cripto pedir autorização ao Banco Central | Resolução BCB nº 520 |
| 6/11/2026 | Bancos e instituições de pagamento não podem mais operar com prestadoras de cripto não autorizadas | Resolução BCB nº 589 |
Por que a Méliuz está saindo do bitcoin no app?
A empresa atribuiu a decisão às novas exigências do Banco Central para quem oferece criptoativos diretamente ao consumidor final. Segundo a Méliuz, a compra e venda de bitcoin era uma função secundária, usada por uma parcela pequena dos clientes, e o custo de adaptação às regras não compensava. A companhia não descartou voltar a oferecer o serviço no futuro.
As regras são as da Resolução BCB nº 520, em vigor desde 2 de fevereiro de 2026, que exige autorização do Banco Central para as prestadoras de serviços de ativos virtuais (PSAV). Quem já operava teve 270 dias para protocolar o pedido, prazo que termina em 30 de outubro. A partir de 6 de novembro, pela Resolução BCB nº 589, bancos e instituições de pagamento ficam proibidos de manter relação com prestadoras não autorizadas. A Méliuz entra numa lista que já inclui a Bity, que fechou a corretora, como mostramos em Bity fecha a corretora: os prazos de saque e migração.
O fim vale só para o varejo. A reserva de bitcoin da própria Méliuz, listada na B3 com o código CASH3, continua: desde 2025 a empresa usa o bitcoin como principal ativo de tesouraria, e a companhia reafirmou essa estratégia no mesmo comunicado.
Vale vender agora ou esperar a liquidação automática?
Na liquidação automática, o cliente não escolhe o dia nem o preço: o saldo é vendido pela cotação de mercado do momento. Vender antes de 30 de outubro permite escolher quando sair. A referência do momento é fraca: no Mercado Bitcoin, o BTC era negociado a R$ 419.214 na manhã de 13 de outubro, cerca de 7% abaixo da abertura de 5 de outubro (R$ 450.625). A cotação em reais e o que move o preço estão no guia bitcoin: cotação, análise e onde comprar no Brasil.
Seja na venda manual, seja na automática, o dinheiro vai para a conta digital Méliuz, de onde pode ser transferido. Quem quiser continuar exposto ao bitcoin precisa recomprar em outra plataforma, e entre a venda e a nova compra o preço pode subir ou cair.
Quanto imposto paga quem vender o bitcoin?
Para a Receita Federal, vender cripto é uma alienação, e a liquidação automática também conta. O ganho é isento quando o total vendido no mês, somando todas as criptomoedas, em qualquer plataforma no Brasil ou no exterior, fica em até R$ 35 mil. Acima disso, o lucro paga Imposto de Renda como ganho de capital, com alíquotas progressivas, e o imposto vence no último dia útil do mês seguinte. A operação também precisa constar na declaração anual, como explicamos em IRPF 2026: datas e como declarar sem erros.
| Total de cripto vendido no mês | Imposto sobre o lucro |
|---|---|
| Até R$ 35.000 | Isento |
| Acima de R$ 35.000 | Ganho de capital, com alíquotas progressivas sobre o lucro |
Como o limite é mensal, quem tem um saldo grande e outras vendas de cripto em outubro deve somar tudo antes de decidir o dia da venda.
Onde investir em bitcoin depois da Méliuz?
Antes de levar o dinheiro para outra plataforma, confira se ela protocolou o pedido de autorização no Banco Central: depois de 30 de outubro, quem não pediu terá de encerrar os serviços no Brasil. Compare custos e segurança no ranking das melhores corretoras de criptomoedas no Brasil, nas análises de Coinbase ou Binance e da Kraken, e veja os critérios gerais em como avaliar a segurança de uma corretora.
Quem prefere não lidar com corretora de cripto pode ter exposição ao bitcoin pela bolsa, com ETFs listados na B3, que seguem a tributação dos ETFs, ou com os contratos futuros de cripto da B3. Já quem quer guardar as moedas por conta própria pode usar uma carteira física como a Trezor; desde 1º de outubro, transferências de corretoras para carteiras próprias acima de US$ 10 mil são comunicadas ao Coaf, como detalhamos em cripto para a própria carteira e o aviso ao Coaf. Para investir lá fora pelo app do banco, veja também as regras do eFX, que libera até US$ 10 mil.
Este conteúdo é informativo e não constitui recomendação de investimento. Criptoativos são voláteis e podem perder valor rapidamente.
Perguntas frequentes sobre o fim do bitcoin na Méliuz
Fontes: Exame, comunicado da Méliuz sobre o fim do bitcoin no app; Banco Central do Brasil, Resoluções BCB nº 520 e nº 589; Receita Federal, tributação de criptoativos.