Melhor banco para investir em 2026: ITUB4, BBAS3, BBDC4, SANB11

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Se você está escolhendo o melhor banco para investir em 2026, a conta mudou de patamar: a Selic caiu para 13,75% ao ano e os balanços do segundo trimestre já mostram quem aguentou o ciclo. O Itaú (ITUB4) entregou ROE de 24,3%, enquanto Bradesco (BBDC4), Banco do Brasil (BBAS3) e Santander (SANB11) chegam com teses bem diferentes. Comparamos rentabilidade, risco, dividendos e valuation dos quatro para você decidir onde colocar o dinheiro.
Pontos-chave
- Itaú (ITUB4): ROE de 24,3% no 2T26, o maior do setor.
- Bradesco (BBDC4): ROAE de 16,2% e recuperação em curso.
- Banco do Brasil (BBAS3): tese de valor, ROE em 8,3%.
- Santander (SANB11): DY atrativo, ROAE recuou a 12,5%.
Com base nos balanços do segundo trimestre de 2026 e nos dados contábeis do Banco Central, montamos uma análise completa para responder à pergunta-chave: qual banco faz mais sentido comprar agora para fechar bem 2026?
A seguir, apresentamos um comparativo detalhado entre Banco do Brasil (BBAS3), Itaú (ITUB4), Bradesco (BBDC4) e Santander (SANB11), com foco em tomada de decisão.
Panorama dos bancos brasileiros em 2026 (BBAS3, ITUB4, BBDC4, SANB11)
O setor bancário brasileiro chega à reta final de 2026 com a Selic em 13,75% ao ano, o IPCA em 4,22% nos 12 meses até agosto e o Copom em ciclo de cortes graduais: a taxa básica saiu de 15,00% em janeiro e recuou em cinco reuniões seguidas. Em meio a esse ambiente, as instituições com:
- carteiras mais diversificadas,
- menor inadimplência,
- alto ROE, e
- governança robusta,
tendem a sair na frente.
Nesse sentido, Itaú e Bradesco mostram recuperação consistente, enquanto o Banco do Brasil tenta reverter o impacto das provisões elevadas do crédito agro. Já o Santander viu o ROAE recuar para 12,5% no segundo trimestre de 2026.
Resultados do 2T26: Itaú, Banco do Brasil, Bradesco e Santander em comparação direta
Os bancos possuem modelos de negócio semelhantes, mas com desempenhos distintos. Para o fim de 2026, o investidor precisa observar três pilares: margem financeira, receitas de serviços e eficiência operacional.
Antes do detalhamento gerencial, vale olhar o tamanho e a solidez de cada instituição pelos dados que o Banco Central publica de forma padronizada, com a mesma metodologia para os quatro:
| Estrutura (junho de 2026) | Itaú | Banco do Brasil | Bradesco | Santander |
|---|---|---|---|---|
| Ativo total (R$ bi) | 2.846,4 | 2.583,6 | 2.015,2 | 1.314,9 |
| Carteira de crédito (R$ bi) | 1.235,2 | 1.128,4 | 929,9 | 551,6 |
| Patrimônio líquido (R$ bi) | 249,8 | 181,8 | 185,2 | 106,7 |
| Índice de Basileia | 15,4% | 13,9% | 15,6% | 15,3% |
O detalhamento gerencial a seguir é o último ciclo completo e diretamente comparável entre os quatro bancos, referente ao 3T25. Ele mostra a estrutura de receitas e a eficiência de cada instituição:
| Indicador (3T25) | Itaú | Banco do Brasil | Bradesco | Santander |
|---|---|---|---|---|
| Margem Financeira Total (R$ bi) | 31,4 | 26,3 | 18,7 | 15,2 |
| Receitas de Serviços (R$ bi) | 11,8 | 8,4 | 8,1 | 5,7 |
| Seguros/Previdência (R$ bi) | 3,0 | 1,5 | 2,2 | 0,9 |
| Despesa Operacional (R$ bi) | 17,1 | 12,9 | 16,5 | 6,4 |
| Eficiência (%) - menor é melhor | 41,7% | 42,9% | 48,2% | 46,8% |
- O Itaú domina em escala, qualidade das receitas e eficiência.
- O Bradesco já mostra recuperação estrutural após o período crítico de 2022-2023.
- O Banco do Brasil permanece forte em administração de fundos, mas perdeu eficiência por causa das provisões elevadas.
- O Santander segue atrás dos pares em diversificação e margem.
Inadimplência dos bancos em 2026: análise de risco
A saúde da carteira de crédito é determinante. Uma instituição que cresce empréstimos com inadimplência sob controle tende a expandir lucros.
| Métrica de risco (3T25) | Itaú | Bradesco | Santander | Banco do Brasil |
|---|---|---|---|---|
| Custo de Crédito (% da carteira) | 0,70% | 0,83% | 0,94% | 1,40% |
| NPL 90 dias (%) | 1,9% | 4,1% | 3,4% | 4,9% |
| Provisões (R$ bi) | 8,3 | 9,1 | 7,4 | 17,9 |
O Banco do Brasil apresenta o ponto mais sensível: provisões excepcionalmente altas, especialmente no agro. Existe espaço para normalização, mas o impacto ainda pesa no curto prazo.
No 2T26, o Itaú manteve a inadimplência acima de 90 dias em 1,9%, o sexto trimestre consecutivo nesse patamar, com a carteira de crédito expandida crescendo 9,6% em 12 meses.
Rentabilidade (ROE) em 2026: Itaú, Bradesco, BB ou Santander?
| Indicador (2T26) | Itaú | Santander | Bradesco | Banco do Brasil |
|---|---|---|---|---|
| ROE anualizado (%) | 24,3% | 12,5% | 16,2% | 8,3% |
| Lucro recorrente (R$ bi) | 12,4 | 3,0 | 7,1 | 3,9 |
- ROE do Itaú segue imbatível, refletindo execução, escala e disciplina de risco.
- Bradesco confirma a inflexão positiva e avançou frente ao trimestre anterior.
- Banco do Brasil deu trégua e subiu de 7,3% no 1T26 para 8,3%, ainda longe dos pares.
- Santander recuou no trimestre e ficou abaixo do que o mercado esperava.
Dividendos dos bancos em 2026: qual paga mais?
A capacidade de pagar dividendos em 2026 favorece bancos com capital elevado e rentabilidade consistente. Para acompanhar as datas de corte e de pagamento, vale cruzar com o calendário de dividendos da bolsa brasileira.
| Banco | Dividend Yield 2026 | Comentário editorial |
|---|---|---|
| Bradesco | 8,5% | Melhor yield entre os pares; tese híbrida (renda + recuperação). |
| Santander | 7,2% | Bom yield, mas sem gatilhos fortes de crescimento. |
| Itaú | 6,2% + possível extraordinário | CET1 elevado abre espaço para distribuição adicional. |
| Banco do Brasil | 5,5% | Impactado pelo ciclo de provisões. |
Atenção: em 2026 o yield bruto deixou de ser o número que importa
Os percentuais da tabela acima são brutos, e duas mudanças fiscais que entraram em vigor em janeiro de 2026 pesam especialmente sobre bancos.
A primeira é a Lei nº 15.270/2025, que encerrou a isenção dos dividendos e criou uma retenção de 10% de Imposto de Renda na fonte sobre valores acima de R$ 50.000 pagos por uma mesma empresa dentro do mesmo mês. A segunda pega muito mais gente: a Lei Complementar nº 224/2025 elevou o IRRF sobre juros sobre capital próprio de 15% para 17,5%.
Por que isso importa aqui: os grandes bancos brasileiros estão entre os maiores pagadores de JCP da B3, justamente porque o instrumento é dedutível do lucro tributável da instituição. Uma parcela relevante do que aparece como dividend yield no caso de ITUB4, BBDC4, BBAS3 e SANB11 chega a você já com 17,5% retidos na fonte.
Na prática, comparar o yield de um banco com o de uma companhia que distribui tudo como dividendo puro deixou de ser uma comparação justa. Antes de decidir, olhe a composição entre dividendo e JCP nos comunicados de cada instituição. O mesmo raciocínio vale para o resto da carteira: veja como isso muda a leitura das melhores ações pagadoras de dividendos.
Valuation: preços-alvo e upside esperado para 2026
Todos os bancos negociam com upside semelhante, mas o motivo do upside é completamente diferente:
- Itaú = qualidade
- Bradesco = recuperação
- Banco do Brasil = desconto
- Santander = simetria limitada
| Banco | P/L 2026 proj. | P/L histórico | Preço justo dez/26 | Upside |
|---|---|---|---|---|
| Itaú | 8,1 | 10,1 | R$ 50,00 (48 pós dividendos) | 25% |
| Bradesco | 7,3 | 7,7 | R$ 24,00 | 25% |
| Santander | 7,0 | 8,5 | R$ 40,00 | 23% |
| Banco do Brasil | 5,5 | 6,7 | R$ 27,00 | 23% |
Como e onde comprar ações de bancos brasileiros
Para investir em ITUB4, BBDC4, BBAS3 ou SANB11, o caminho é abrir conta em uma corretora autorizada para operar na B3. Veja a nossa seleção de melhor corretora para ações e cruze com a lista de corretoras autorizadas pela CVM.
Antes de depositar, vale aprender como saber se a corretora é regulamentada e ficar atento aos sinais de corretoras fraudulentas: promessa de retorno garantido, dificuldade em saques e ausência de registro junto à CVM são sinais de alerta clássicos.
Ranking: melhor banco para investir na reta final de 2026
Após cruzar todos os indicadores (crescimento, risco, rentabilidade, dividendos e valuation), chegamos a um veredito claro:
| Banco / Ticker | Destaque principal | Perfil do investidor / Uso na carteira |
|---|---|---|
| Itaú (ITUB4) | Maior ROE, menor inadimplência, carteira mais diversificada, eficiência superior, potencial de dividendo extraordinário | Ideal como posição núcleo da carteira |
| Bradesco (BBDC4) | Melhor assimetria risco/retorno, redução de NPL, eficiência em alta, DY ainda elevado | Indicado para quem busca re-rating com maior tolerância a volatilidade |
| Banco do Brasil (BBAS3) | Tese de valor em desconto; preço reflete período atípico e pode ter upside adicional se provisões normalizarem | Para investidor que procura desconto e paciência de médio prazo |
| Santander (SANB11) | DY atrativo, mas eficiência e escala limitam potencial frente aos pares | Opção menos interessante para 2026, uso mais tático na carteira |
Qual banco colocar na carteira na reta final de 2026
Itaú (ITUB4) segue a escolha mais consistente: ROE de 24,3% no 2T26, inadimplência estável em 1,9% e capital de sobra para dividendos extraordinários. Bradesco (BBDC4) é a aposta de quem aceita volatilidade em troca de yield e re-rating, e BBAS3 pede paciência até as provisões normalizarem. Com a Selic em queda, adiar a decisão custa o próximo ciclo de proventos: compare os quatro pelo seu perfil e monte a posição aos poucos.
Perguntas Frequentes sobre investir em bancos em 2026
Fontes consultadas: