Bolsa Família 2027: piso sobe para R$ 691; veja quanto sua família recebe

O piso do Bolsa Família subiu 15,04% e vai a R$ 691. Veja o valor por pessoa, criança e gestante e quanto sua família recebe em 2027.
Bolsa Família 2027

Índice

O valor mínimo do Bolsa Família passou de R$ 600 para R$ 691 por família, uma correção de 15,04% fixada pelo Decreto nº 13.120, publicado em 17 de setembro de 2026. Os novos valores entram na folha de outubro, paga a partir do dia 19, e seguem valendo em 2027: a Lei nº 14.601, de 2023, proíbe reduzir os benefícios depois de corrigidos.

Pontos-chave

  • R$ 691: novo piso por família, antes R$ 600
  • 15,04%: INPC acumulado de março de 2023 a agosto de 2026
  • R$ 164 por pessoa: Benefício de Renda de Cidadania, antes R$ 142
  • 19 de outubro: primeiro pagamento com os valores novos
BenefícioQuem recebeValor antigoValor de 2027
Benefício de Renda de CidadaniaCada integrante da famíliaR$ 142R$ 164
Benefício ComplementarFamílias cuja soma por integrante não chega ao pisoCompleta até R$ 600Completa até R$ 691
Benefício Primeira InfânciaCada criança de 0 a 6 anosR$ 150R$ 173
Benefício Variável FamiliarGestantes, nutrizes, crianças de 7 a 11 anos e adolescentes de 12 a 17 anosR$ 50R$ 58

Quanto o Bolsa Família vai pagar em 2027?

Nenhuma família beneficiária recebe menos de R$ 691 por mês. A conta começa pelos R$ 164 pagos a cada integrante. Se a soma não chegar a R$ 691, o Benefício Complementar cobre a diferença. Depois entram os adicionais: R$ 173 por criança de até 6 anos e R$ 58 por gestante, nutriz, criança de 7 a 11 anos ou adolescente de 12 a 17 anos.

Pela estimativa do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS), o benefício médio passa de R$ 675 para R$ 777 por família. O decreto corrige os valores pela inflação medida pelo INPC desde março de 2023, quando o programa foi relançado com o piso de R$ 600 e ficou sem reajuste desde então.

Quanto a minha família recebe com os novos valores?

Depende de quantas pessoas vivem na casa e da idade dos filhos. A tabela abaixo aplica as regras do decreto a cinco composições de família comuns. Os valores consideram apenas o benefício federal, sem complementos pagos por estados e municípios, e uma família que cumpre as condicionalidades do programa.

Composição da famíliaComo eraCom os valores de 2027Diferença por mês
Uma pessoa sozinhaR$ 600R$ 691+R$ 91
Mãe e um filho de 3 anosR$ 750R$ 864+R$ 114
Mãe e filhos de 4 e 9 anosR$ 800R$ 922+R$ 122
Casal e filhos de 13 e 16 anosR$ 700R$ 807+R$ 107
Casal e filhos de 1, 8 e 14 anosR$ 960R$ 1.109+R$ 149

Em famílias pequenas, o ganho vem quase todo do piso: quem recebia R$ 600 passa a receber R$ 691. Nas maiores, a soma dos R$ 164 por pessoa já supera o mínimo, e o aumento chega pelos três benefícios ao mesmo tempo.

Quando cai o primeiro pagamento com o reajuste?

Na folha de outubro de 2026, que o MDS libera a partir de 19 de outubro. O pagamento segue escalonado pelo último dígito do NIS nos últimos dez dias úteis do mês: começa pelo final 1 e termina no final 0, em 30 de outubro. As datas de cada final estão no calendário de pagamento do Bolsa Família por NIS.

O dinheiro pode ser movimentado pelo aplicativo Caixa Tem, usado no cartão do programa na função débito ou sacado em caixas eletrônicos, lotéricas e correspondentes Caixa Aqui, sem cobrança de tarifa.

Quem tem direito ao Bolsa Família em 2027?

Famílias inscritas no Cadastro Único com renda mensal de até R$ 218 por pessoa, limite que o decreto de setembro não alterou. Para chegar a esse número, soma-se a renda de todos os moradores da casa e divide-se pelo número de pessoas. A família também precisa cumprir as condicionalidades de saúde e educação, como a frequência escolar e a vacinação das crianças.

Quem consegue um emprego e passa desse limite não sai do programa de imediato. Pela regra de proteção, prevista no Decreto nº 12.064, a família continua recebendo 50% do valor a que tinha direito, por um período e até um teto de renda definidos pelo MDS.

O que fazer com o dinheiro a mais?

Para uma família pequena, a diferença é de cerca de R$ 91 por mês, ou R$ 1.092 em um ano. Guardar uma parte desse valor ajuda a formar uma reserva para imprevistos. Em 1º de outubro, por exemplo, a poupança rendeu 0,6698% no mês, sem Imposto de Renda. Outras opções estão no guia sobre como investir o benefício do Bolsa Família.

Perguntas frequentes

Preciso pedir o reajuste do Bolsa Família?

Não. O reajuste é automático para todas as famílias que já recebem o benefício e aparece a partir da folha de outubro de 2026. O que a família precisa fazer é manter o Cadastro Único atualizado, porque a mudança na composição da casa ou na renda altera o valor calculado pelo governo.

O valor do Bolsa Família pode diminuir em 2027?

Os valores dos benefícios, não. O artigo 7º da Lei nº 14.601, de 2023, permite corrigi-los em intervalos de no máximo 24 meses e proíbe a redução. O valor recebido por uma família específica pode mudar, porém, se a renda ou o número de pessoas da casa mudar no Cadastro Único.

Quanto recebe uma gestante no Bolsa Família?

A gestante soma R$ 58 por mês ao valor da família, pelo Benefício Variável Familiar, além dos R$ 164 que recebe como integrante. Depois do parto, a mãe que amamenta continua recebendo os R$ 58 como nutriz, e o bebê passa a dar direito aos R$ 173 do Benefício Primeira Infância.

Qual é a renda máxima para receber o Bolsa Família?

Para entrar no programa, a renda da família dividida pelo número de moradores deve ser de até R$ 218 por mês, segundo a Lei nº 14.601. Uma família de quatro pessoas, por exemplo, pode ter renda total de até R$ 872. Acima disso, só continua quem já é beneficiário e está na regra de proteção.

Por que o Bolsa Família foi reajustado agora?

Porque os valores estavam congelados desde março de 2023, quando o programa foi relançado. O Decreto nº 13.120 repõe a inflação do período medida pelo INPC, índice do IBGE que acompanha o custo de vida das famílias de renda mais baixa. Segundo o MDS, a correção mantém a capacidade de proteção de renda do programa.

Fontes