Howard Schultz: biografia do gênio por trás da Starbucks

Índice
Você sabia que Howard Schultz, CEO histórico da Starbucks, teve vários empregos para pagar a universidade e até chegou a vender o próprio sangue? O homem que cresceu na pobreza no Brooklyn transformou uma pequena loja de café em Seattle em uma das maiores marcas globais. Neste artigo, contamos a trajetória de Schultz e avaliamos se a Starbucks segue como boa oportunidade de investimento.
Pontos-chave
- Schultz começou na Starbucks como diretor de marketing.
- Fundou Il Giornale e depois comprou a Starbucks por US$ 3,8 mi.
- Listou a empresa na Nasdaq em 1992 (ticker SBUX).
- Marca global com presença em mais de 80 países.
História de Howard Schultz
Howard Schultz cresceu no Brooklyn, em Nova York, com a família vivendo em condições financeiras apertadas. Determinado a construir uma carreira, dedicou-se aos esportes na escola na esperança de conseguir uma bolsa universitária — que não chegou.
Para pagar os estudos, acumulou empregos e, segundo relatos, chegou a doar sangue em troca de dinheiro extra. Esse senso de luta marcou toda a sua trajetória empreendedora.
Após se formar, passou por diversos empregos até ser contratado na Hammarplast, fabricante sueca de produtos plásticos para o lar, onde subiu até diretor geral. Um caso de superação clássico — só que o melhor ainda estava por vir.
Um dos clientes da Hammarplast era a Starbucks, na época uma pequena loja em Seattle dedicada à venda de grãos e cafeteiras. Em uma viagem, Schultz percebeu o nicho: vender café de qualidade direto ao consumidor. Pediu para entrar na Starbucks como diretor de vendas e marketing.
Howard Schultz criou a Starbucks?
Não. A Starbucks já existia quando ele entrou. Schultz começou na área de marketing e foi reinventando o modelo de negócio.

A virada veio em uma viagem a Milão. Schultz percebeu que os italianos iam aos cafés para conversar, ler e desfrutar do ambiente, não apenas para comprar grãos. A ideia foi clara: replicar essa experiência nos Estados Unidos.
Os donos da Starbucks não toparam, e Schultz saiu da empresa. Em vez de desistir, fundou a Il Giornale ("o jornal", em italiano), uma cafeteria desenhada para ser ponto de encontro.
Il Giornale foi um sucesso. Dois anos depois, Schultz voltou e comprou a Starbucks por US$ 3,8 milhões.
Fusão da Starbucks com a Il Giornale
A fusão criou o conceito que conhecemos hoje: ambiente confortável, música de fundo, atendimento personalizado e até o nome do cliente escrito no copo. Pequenos toques que transformaram a Starbucks em ícone cultural.
Em 1992, a Starbucks abriu capital na Nasdaq sob o ticker SBUX. Em poucos anos, somava mais de 3 mil lojas no mundo e receita anual de bilhões de dólares.
Starbucks como investimento: vale a pena?
A SBUX combina marca global, fluxo de caixa previsível e exposição ao consumo de classe média urbana. Por outro lado, enfrenta concorrência crescente em mercados maduros e desafios em operações regionais (como a China). Para o investidor, a tese é mais defensiva do que de crescimento agressivo: dividendos consistentes, recompras de ações e expansão controlada.
Para o longo prazo, manter SBUX exige acreditar na continuidade da expansão internacional e na capacidade de manter margens em meio à inflação de custos. A avaliação atual deixa margem de segurança limitada, e múltiplos elevados podem se normalizar com o tempo.
Quem quer acompanhar como os grandes gestores enxergam SBUX e outras gigantes pode usar plataformas como o Dataroma — Super Investors, que reúne os portfólios dos principais investidores institucionais dos EUA (Buffett, Klarman, Pabrai) com base nos 13F filings.
Howard Schultz no contexto dos grandes empreendedores
Schultz figura entre os empresários que construíram fortunas a partir do zero e transformaram negócios pequenos em marcas globais. No Brasil, há trajetórias paralelas: fundadores que partiram da escassez e hoje aparecem nas listas dos mais ricos do Brasil, da Itaúsa à Magazine Luiza, da JBS à Vale. Comparar as estratégias ajuda a entender padrões de criação de valor de longo prazo.
Perguntas Frequentes sobre Howard Schultz e a Starbucks
Conclusão: de Brooklyn a ícone global
A história de Howard Schultz é referência para quem estuda empreendedorismo e investimentos. Ele transformou uma loja regional em uma das marcas mais reconhecidas do mundo, mostrando que visão clara, persistência e atenção ao detalhe valem mais do que dinheiro inicial. Para o investidor, SBUX entrega exposição a uma marca global defensiva — uma posição de longo prazo que casa com perfis pacientes e com horizonte de anos, não meses.
Fontes consultadas