TOP 10 fundos imobiliários com maiores dividendos em 2026

Índice
Os fundos imobiliários com maiores dividendos em junho de 2026 estão concentrados no segmento de papel, que vem liderando a distribuição de proventos em meio à Selic ainda elevada (14,25% ao ano) e ao IPCA em torno de 4,72% nos últimos 12 meses. Para quem busca renda passiva mensal isenta de IR, o ranking dos FIIs com maior dividend yield virou referência obrigatória.
Neste guia você vê os 10 FIIs com maiores dividendos acumulados em 2026, como funciona o cálculo da distribuição, quando o dinheiro cai na conta e o que avaliar antes de investir além do yield bruto.
Pontos-chave
Ranking FIIs que pagam mais dividendos em 2026
O levantamento a seguir, com base no acumulado de janeiro a maio de 2026, mostra os FIIs com maiores dividend yields do período. Os fundos imobiliários de recebíveis (papel) dominam as primeiras dez posições.
| Kilima Volkano Recebíveis (KIVO11) | Lidera o ranking com DY acumulado de 8,84%, no segmento de papel. Reúne cerca de 7,3 mil cotistas na B3. | ||
| Life Capital Partners (LIFE11) | DY acumulado de 8,78%, também do segmento de papel, com carteira focada em recebíveis imobiliários. | ||
| Habitat Recebíveis (HABT11) | Fecha o pódio com DY de 7,79%, sustentado por CRIs indexados ao IPCA e ao CDI. | ||
| Fator Verita Multiestratégia (VRTM11) | DY de 7,43% no acumulado, com estratégia diversificada em crédito imobiliário. | ||
| Manati Capital Hedge (MANA11) | DY de 7,24%, do segmento de papel, com foco em proteção contra a inflação. | ||
| Tellus Properties (TEPP11) | DY de 7,18%, atrelado a recebíveis com lastro pulverizado. | ||
| Polo Crédito Imobiliário (PORD11) | DY de 7,14%, com carteira de CRIs de média duração. | ||
| Cyrela Crédito (CYCR11) | DY de 7,10%, ligado ao grupo Cyrela e com exposição ao mercado residencial. | ||
| RBR Premium (RPRI11) | DY de 7,08%, com gestão da RBR Asset focada em high grade. | ||
| HSI Ativos Financeiros (HSAF11) | Encerra o TOP 10 com DY de 6,95%, em mandato multiestratégia. |
| Kilima Volkano Recebíveis (KIVO11) | Lidera o ranking com DY acumulado de 8,84%, no segmento de papel. Reúne cerca de 7,3 mil cotistas na B3. |
| Life Capital Partners (LIFE11) | DY acumulado de 8,78%, também do segmento de papel, com carteira focada em recebíveis imobiliários. |
| Habitat Recebíveis (HABT11) | Fecha o pódio com DY de 7,79%, sustentado por CRIs indexados ao IPCA e ao CDI. |
| Fator Verita Multiestratégia (VRTM11) | DY de 7,43% no acumulado, com estratégia diversificada em crédito imobiliário. |
| Manati Capital Hedge (MANA11) | DY de 7,24%, do segmento de papel, com foco em proteção contra a inflação. |
| Tellus Properties (TEPP11) | DY de 7,18%, atrelado a recebíveis com lastro pulverizado. |
| Polo Crédito Imobiliário (PORD11) | DY de 7,14%, com carteira de CRIs de média duração. |
| Cyrela Crédito (CYCR11) | DY de 7,10%, ligado ao grupo Cyrela e com exposição ao mercado residencial. |
| RBR Premium (RPRI11) | DY de 7,08%, com gestão da RBR Asset focada em high grade. |
| HSI Ativos Financeiros (HSAF11) | Encerra o TOP 10 com DY de 6,95%, em mandato multiestratégia. |
O domínio dos FIIs de papel se explica pela Selic ainda em patamar elevado, o que sustenta a remuneração dos CRIs atrelados ao CDI e ao IPCA. Quando os juros cedem, a tendência é o pêndulo voltar para os fundos de tijolo, mais sensíveis ao ciclo imobiliário.
Rendimentos em fundos imobiliários
Os rendimentos de FIIs são os ganhos que o cotista recebe ao investir no fundo. A maior parte vem como dividendos mensais, mas também existe o ganho de capital, que ocorre quando a cota é vendida por preço acima do que foi pago, refletindo a valorização do patrimônio do fundo.
No Brasil, os rendimentos distribuídos por FIIs são isentos de Imposto de Renda para pessoa física, desde que o fundo seja negociado em bolsa, tenha pelo menos 50 cotistas e o investidor possua menos de 10% das cotas. A regra continua valendo em 2026 e é um dos principais atrativos da classe frente a CDBs, LCIs e Tesouro Direto.
Vale lembrar que a isenção é só sobre os dividendos. O eventual ganho de capital na venda de cotas continua tributado em 20%, sem faixa de isenção mensal (diferente do que ocorre com ações em vendas até R$ 20.000,00).
Como funcionam os dividendos em fundos imobiliários
Os dividendos em FIIs funcionam de forma parecida com os dividendos pagos por ações, mas com características próprias da natureza imobiliária. Os FIIs reúnem recursos de vários cotistas para aplicar em empreendimentos como lajes corporativas, shoppings, galpões logísticos, hospitais e residências, ou em títulos de renda fixa lastreados no setor, como Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI).
Cálculo e distribuição de dividendos
O cálculo da distribuição passa pela análise do lucro do fundo e sua posterior divisão entre os cotistas. As etapas:
- Contabilizar as receitas do fundo:
- Aluguéis: principal fonte de receita, vinda dos imóveis locados.
- Venda de imóveis: ganhos com a alienação de propriedades.
- Receitas financeiras: rendimentos de CRIs e outros títulos atrelados ao setor.
- Outras receitas: estacionamento, administração predial e similares.
- Contabilizar as despesas do fundo:
- Taxa de administração: remuneração da gestora.
- Taxa de performance: quando prevista no regulamento.
- Despesas operacionais: condomínio, IPTU, manutenção, seguros.
- Outras despesas: jurídico, auditoria e custos regulatórios.
- Apurar o lucro líquido: receitas menos despesas no semestre de referência.
- Descontar a reserva de contingência: recursos retidos para imprevistos e capex futuro.
- Aplicar o piso de 95% de distribuição: pela legislação, FIIs devem distribuir no mínimo 95% do lucro líquido semestral.
- Dividir pelo número de cotas em circulação: o resultado é o valor de dividendo por cota.
Período de pagamento
A periodicidade de pagamento varia conforme o regulamento de cada fundo, mas a maioria dos FIIs distribui mensalmente. É essa frequência que torna a classe atrativa para quem busca uma renda complementar parecida com um salário extra. Alguns fundos pagam trimestralmente, semestralmente ou anualmente, embora seja menos comum.
As datas importam para quem opera cotas no curto prazo. A data com é o último pregão em que o investidor com cotas em carteira tem direito ao provento; a data ex é o pregão seguinte, em que a cota passa a ser negociada sem o dividendo. O pagamento costuma ocorrer até o décimo dia útil do mês seguinte. Por exemplo: comprou KIVO11 até a data com de julho, recebe em agosto; comprou na data ex ou depois, só recebe no mês posterior.
Como avaliar fundos imobiliários pelo Dividend Yield
O Dividend Yield indica o percentual da cota que o investidor recebe em dividendos no período. Se o DY de 12 meses é 9%, significa que, mantida a distribuição, o fundo paga 9% do valor atual da cota em proventos por ano. Calcule somando os dividendos do período e dividindo pelo preço atual da cota.
Olhar só para o DY não basta. É preciso checar a vacância física e financeira, a qualidade dos inquilinos, a duration dos CRIs (no caso dos FIIs de papel), o histórico de distribuição e a relação entre preço da cota e valor patrimonial (P/VP). Um yield alto pode mascarar fundo com cota caindo ou gestão deteriorando o patrimônio.
Compare sempre o DY do fundo com a média do segmento (papel, tijolo, multiclasse ou fundo de fundos). Comparar um FII de recebíveis com um shopping center distorce a leitura.
Veredito sobre os FIIs com maiores dividendos em 2026
Em junho de 2026, o ranking de dividendos é dominado por FIIs de papel, com o KIVO11 na liderança e o pelotão de cabeça concentrado em recebíveis. Esse desenho responde ao ciclo de juros ainda elevado, mas pode girar quando a Selic ceder em direção ao patamar terminal projetado pelo Copom.
Quem investe em FIIs por renda passiva deve combinar yield, consistência da distribuição e qualidade da carteira. Diversificar entre papel, tijolo e fundo de fundos protege o patrimônio das oscilações de cada segmento e preserva a vantagem fiscal da classe.
Fontes citadas