A demanda agregada é um termo econômico que se refere à demanda total de uma economia, ou seja, à soma das demandas individuais.
A demanda agregada é semelhante ao PIB, como será evidenciado ao longo do artigo. No entanto, o primeiro reflete o que os consumidores estão dispostos a comprar, enquanto o PIB é o que realmente adquiriram.
Visto de outro ângulo, a demanda agregada é uma forma de medir o PIB, pelo lado da demanda (como o nome indica). No entanto, o PIB também pode ser calculado com outras duas metodologias: somando o valor agregado na produção de bens, ou somando as receitas dos proprietários dos fatores de produção.
Componentes da demanda agregada
Podemos identificar os seguintes componentes da demanda agregada
Consumo (C): É a demanda das famílias e domicílios por bens de consumo como alimentação, vestuário e transporte.
Investimento (I): É aquele gasto destinado pelas empresas a bens de capital como maquinário e equipamento. Neste item, deve-se descontar a depreciação, sendo aquele valor que os ativos perdem com o passar do tempo. Devemos lembrar que, no exercício contábil, todos os ativos têm um tempo de vida útil. Assim, periodicamente, seu valor registrado nos livros contábeis é reduzido. Se a vida útil é de 5 anos, por exemplo, a cada ano o bem perderá 20% de seu valor.
Despesa pública (G): É aquela despesa realizada pelo Governo através da execução do orçamento público. Este é destinado tanto a despesas correntes (folha de pagamento de funcionários, pensões, etc) quanto a investimentos (obras públicas como estradas).
Exportações líquidas (XN): É a diferença entre as exportações (vendas para o exterior) e as importações (compras do exterior) de um país. É relevante porque, se as importações forem maiores que as exportações, isso implica haver uma despesa que deve ser financiada.
De que depende a demanda agregada?
A demanda agregada depende principalmente dos seguintes fatores:
As expectativas dos consumidores. Se preveem que a economia seguirá um caminho de crescimento, estarão dispostos a gastar mais porque se sentirão mais confiantes em sua situação econômica e de trabalho.
A confiança das empresas. Se as empresas esperam maior crescimento econômico, investirão mais.
Os impostos. Se as taxas de impostos são mais altas, isso reduz a renda disponível dos consumidores.
O custo do crédito. Se as taxas de juros são mais altas, isso reduz a possibilidade das famílias se endividarem e consumirem. Da mesma forma, as empresas enfrentam maiores despesas financeiras se desejam obter um empréstimo para investir (O mesmo acontece no sentido oposto se as taxas de juros caem).
Como estimular a demanda agregada?
Para estimular a demanda agregada, os formuladores de políticas têm dois instrumentos:
A política monetária: Pode-se, por exemplo, reduzir a taxa de juros de referência, Isso empurra para baixo a taxa de juros interbancária (a que os bancos emprestam entre si) e, portanto, as taxas de juros do mercado. Portanto, o crédito se torna mais barato, tanto para as pessoas que querem consumir quanto para as empresas que buscam financiamento para suas atividades.
A política fiscal: Os impostos podem ser reduzidos, a fim de aumentar a renda disponível das famílias para que possam gastar mais. Da mesma forma, o governo pode aumentar seus gastos, investindo, por exemplo, em infraestrutura.
Qualquer medida tomada para impulsionar a demanda agregada deve analisar o potencial de crescimento da economia, com base em seus fundamentos, bem como o nível de inflação. Lembre-se que, ao aumentar a demanda agregada, isso gera uma pressão ascendente nos preços (lei da oferta e demanda)