A Carteira de Identidade Nacional (CIN), o novo RG com CPF e biometria, entrou de vez na rotina dos aposentados em 2026. Ela já está sendo usada pelo INSS para cruzar dados, reforçar a prova de vida automática e, a partir de 2028, será o documento padrão para manter aposentadorias e pensões ativas. Quem se organiza agora evita bloqueios, filas e dor de cabeça.
Quem precisa trocar o RG pelo novo CIN para não perder o INSS?
A CIN substitui o antigo RG e usa o CPF como número único em todo o país, padronizando a identificação civil e reduzindo erros de cadastro. Ela foi criada pela Lei nº 14.534/2023 e passou a ter papel estratégico no combate a fraudes previdenciárias.
Em termos práticos:
Quem vai pedir benefício novo (aposentadoria, pensão, BPC) já precisa ter biometria válida em alguma base oficial (CIN, CNH, título de eleitor etc.).
Quem já recebe benefício ainda não tem pagamento bloqueado automaticamente em 2026 por causa do RG antigo, mas a CIN será obrigatória a partir de 2028, salvo exceções específicas.
Grupos que deveriam priorizar a troca em 2026:
Quem ainda usa RG muito antigo (sem QR Code, com dados divergentes).
Quem já teve problemas de prova de vida ou divergência de cadastro.
Aposentados que pretendem pedir revisão, novo benefício ou pensão nos próximos anos.
Para entender melhor como seu benefício é calculado, com piso e teto atualizados, vale conferir a Tabela INSS 2026: alíquotas e cálculo completo.
Passo a passo para emitir o novo RG com CPF e atualizar seus dados no INSS
Emitir a CIN em 2026 é uma ação preventiva: você resolve o documento com calma, sem correr na reta final de 2027.
Passo a passo recomendado:
Verifique seus documentos atuais
Se você já tem CNH nova com QR Code ou título de eleitor com biometria, parte da exigência biométrica pode estar atendida, mas a CIN será o documento-padrão em 2028.
Agende a emissão da CIN
Procure o órgão de identificação do seu estado (o mesmo que fazia o RG antigo).
A primeira via da CIN é gratuita.
Leve: certidão de nascimento ou casamento, CPF, comprovante de residência (conforme regras locais).
Atualize seus dados no INSSDepois de emitir a CIN, é importante conferir se CPF, endereço, telefone e e‑mail estão corretos no INSS.
Você pode fazer isso pelo app ou site
Meu INSS. Se ainda não usa, veja o passo a passo em
Meu INSS 2026: guia de cadastro e consultas.
Guarde o novo documento e digitalize
Tire fotos nítidas da CIN e salve em local seguro. Elas podem ser úteis em atendimentos online, inclusive na Receita Federal e em bancos.
Prova de vida automática em 2026: o que conta e quando o benefício é bloqueado
Para quem já está aposentado, a grande mudança recente é a prova de vida automática:
O INSS tem 10 meses, a partir do mês do aniversário, para encontrar algum registro de atividade sua em bases públicas.
Se encontrar, sua prova de vida é aprovada automaticamente, sem você precisar ir a banco ou agência.
Atividades que costumam contar:
Acessar o Meu INSS com conta gov.br nível prata ou ouro (com validação facial).
Fazer empréstimo consignado com reconhecimento facial.
Consultas, exames ou internações pelo SUS.
Perícia ou atendimento em agência do INSS.
Votar com biometria, renovar CNH, passaporte ou a própria CIN.
Se em 10 meses o sistema não encontrar nada:
Você recebe uma notificação (Meu INSS, banco ou carta).
Tem, em geral, 30 dias para fazer a prova de vida ativa (reconhecimento facial pelo aplicativo, banco ou agência).
Se não fizer, o benefício é bloqueado preventivamente até regularizar.
Por isso é tão importante se acostumar a usar o app do INSS. Se ainda não fez o cadastro gov.br e não sabe como entrar, veja o guia detalhado em Meu INSS 2026: guia de cadastro e consultas.
Como o novo RG e a biometria ajudam a proteger sua aposentadoria contra fraudes
O objetivo do novo sistema não é complicar a vida de quem já contribuiu, mas proteger o benefício:
A CIN unifica dados (CPF, nome, filiação, biometria) e reduz erros de digitação e cadastros duplicados.
A biometria impede que terceiros tentem se passar por você para sacar benefícios ou pedir novos auxílios.
O cruzamento automático de informações diminui a chance de fraude sem prejudicar quem está com documentos em dia.
Na prática, isso significa:
Menos idas desnecessárias a banco para prova de vida.
Mais segurança contra golpes em consignados e saques indevidos.
Um sistema que, aos poucos, fica mais integrado à Receita Federal e a outros órgãos.
Essa integração também conversa com o Imposto de Renda. Em 2026, as regras do IRPF ficaram mais complexas, especialmente para quem tem aposentadoria, outras rendas e investimentos. Entender quem é obrigado a declarar, como funciona a nova faixa de isenção de até R$ 5.000 mensais e a tributação sobre dividendos ajuda a evitar problema duplo: bloqueio no INSS e malha fina.
Para isso, vale ler o guia completo IRPF 2026: datas, tabela atualizada e como declarar sem erros.
O que fazer HOJE para não ter aposentadoria bloqueada em 2028
Se você quiser um plano rápido para explicar a familiares ou amigos aposentados, pode seguir este checklist:
Com essas três frentes: documento atualizado (CIN), prova de vida automática bem acompanhada e organização fiscal com o IRPF, você reduz ao máximo o risco de bloqueio, garante que a aposentadoria caia em dia e ainda evita problemas com a Receita.