Lucro por Ação (LPA) | O que é e como se calcula

Neste artigo, aprofundamos o conceito de Lucro por Ação (LPA). Além disso, você aprenderá a calculá-lo com um exemplo prático.

O que é o Lucro por ação e como se calcula

O lucro por ação (LPA) é um indicador usado na análise de balanço para medir a rentabilidade por ação em um período determinado. Seu cálculo é realizado pela divisão dos lucros da empresa do período pelo número de ações em que esta é constituída.

LPA= LUCRO LÍQUIDO / Número de ações da empresa

Coloquemos um exemplo fácil para entender:

Imagine que um acionista tem 1.000 ações de uma empresa. O número total de ações em circulação é de 10.000. E seu lucro líquido foi de 20.000.000 €. Portanto, o LPA será:

LPA= 20.000.000 / 10.000 =2.000 € / ação

Como o acionista tem 1.000 ações, o lucro que lhe corresponderia seria de 2.000.000 € (2.000 € x 1.000 ac). O acionista não receberá esse dinheiro, isso é um cálculo teórico da parte do lucro que lhe corresponde. A empresa decide se distribui dividendos ou não, e em caso afirmativo, o valor do dividendo.

Como o acionista tem 1.000 ações, o lucro que lhe corresponderia seria de 2.000.000 € (2.000 € x 1.000 ac). O acionista não receberá esse dinheiro, isso é um cálculo teórico da parte do lucro que lhe corresponde. A empresa decide se distribui dividendos ou não, e em caso afirmativo, o valor do dividendo.

Imagine que no próximo exercício, o acionista possui as mesmas ações (10.000) mas a empresa realizou um aumento de capital e o total de títulos em circulação é de 50.000. E o lucro líquido deste exercício foi de 40.000.000 €, o dobro do anterior. Se calculamos o LPA deste ano será:

LPA= 40.000.000 / 50.000 = 800 € / ação

Portanto, o LPA diminuiu 60% em relação ao exercício anterior. O acionista que possui 1.000 ações, seu lucro seria de 800.000 €. Apesar de o lucro da empresa ter sido muito positivo, ao crescer o dobro do ano anterior, o acionista não estará nada satisfeito com a empresa.

Por que o LPA é importante

A cotação na Bolsa da ação depende muito do LPA. Ao realizar um aumento de capital, a empresa deve considerar o impacto que o BPA terá sobre os investidores. Os aumentos podem ser:

  • Diluídas: Quando seu impacto no BPA é negativo, como no exemplo anterior.
  • Não diluídas: Quando são direcionadas para financiar projetos de investimento e permitem obter lucros que mantêm o LPA.

O objetivo principal dos Administradores de uma empresa deveria ser aumentar a rentabilidade de seus acionistas e não aumentar o tamanho da empresa à custa da rentabilidade de seus acionistas. Normalmente, há projetos empresariais que precisam de 1 a 3 anos (em projetos de longo prazo, até mais) para melhorar sua rentabilidade e é normal que o LPA diminua durante esses anos e a partir daí comece a crescer. O problema surge quando o LPA, não aumenta ao longo dos anos e esses projetos não conseguem alcançar a rentabilidade esperada que justifique esse aumento de capital.

Por isso, voltamos a dizer que a empresa deve ser seletiva ao realizar os aumentos de capital e algumas das ações justificadas seriam:

  • Fortalecer a estrutura patrimonial (o mais importante é que a empresa sobreviva)
  • Financiar novos investimentos enquanto seu impacto não seja negativo para o BPA

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