ETFs
NUCL11: investir em energia nuclear com um ETF na B3

O NUCL11 é o primeiro ETF brasileiro dedicado ao setor de energia nuclear e mineração de urânio. Gerido pela Investo, o fundo replica o desempenho do VanEck Uranium and Nuclear Energy ETF (NLR), oferecendo aos investidores brasileiros exposição a empresas globais desse setor estratégico. Com uma cota inicial próxima de R$ 100, o NUCL11 proporciona diversificação e acesso a um mercado em crescimento, alinhado com as tendências de sustentabilidade e inovação tecnológica.
O que é o NUCL11 e como ele funciona?
O NUCL11 é um fundo de índice (ETF) listado na B3 que replica o desempenho do MVIS Global Uranium & Nuclear Energy Index, o mesmo índice seguido pelo ETF americano VanEck Uranium and Nuclear Energy (NLR). Esse índice é composto por empresas envolvidas na cadeia global da energia nuclear, incluindo mineração de urânio, geração de energia nuclear e fornecimento de equipamentos e serviços relacionados.
O NUCL11 proporciona aos investidores brasileiros acesso a um portfólio diversificado de empresas internacionais, como Constellation Energy Corporation, PG&E Corporation, Endesa Energia, Cameco Corp. e BWX Technologies. Essa diversificação permite exposição a diferentes elos da cadeia produtiva da energia nuclear, mitigando riscos associados a investimentos em uma única empresa.
👉 Investido em ETF de urânio: o que você precisa saber!
Informações adicionais sobre o NUCL11
- Gestora: Investo Gestão de Recursos LTDA.
- Administrador: Banco BNP Paribas Brasil S.A.
- Taxa de administração: 0,60% ao ano.
- Índice de referência: MVIS Global Uranium & Nuclear Energy Index.
- Exposição internacional: Empresas de mais de 10 países.
- Liquidez do ETF original (NLR): US$ 17,6 milhões por dia.
- Patrimônio do ETF original (NLR): US$ 1,19 bilhão.
NUCL11: como está distribuído?
Um dos diferenciais do NUCL11 é a sua ampla exposição internacional. Mais da metade da carteira está alocada em empresas dos Estados Unidos (50%), mas há participação relevante de outros países com presença na cadeia nuclear global:
- Canadá: 12%
- China: 8%
- Finlândia e República Tcheca: 5% cada
- Austrália, Itália e Reino Unido: 4% cada
- Cazaquistão, Coreia do Sul e outros países: 3% ou menos
Veja abaixo o gráfico completo divulgado pela gestora Investo:

Essa diversificação geográfica ajuda a reduzir riscos específicos de mercado ou política de um único país, mantendo o portfólio mais equilibrado frente a choques regionais.
Vantagens e riscos de investir no NUCL11
Logo de cara, o NUCL11 se destaca por oferecer exposição internacional a um setor estratégico em plena expansão: a energia nuclear. A seguir, veja os principais pontos positivos, e os cuidados que o investidor deve ter antes de aplicar.
Vantangens do NUCL11
- Diversificação com empresas globais: a carteira inclui players de mais de 10 países, cobrindo desde mineração de urânio até geração de energia nuclear.
- Foco em energia limpa: a energia nuclear é considerada uma fonte de baixa emissão de carbono, alinhada com a agenda ESG.
- Setor em crescimento: com o avanço da inteligência artificial, empresas como Google e Amazon já investem em reatores nucleares modulares para suprir seus data centers.
- Hedge geopolítico: a guerra na Ucrânia e outras tensões internacionais colocaram em evidência a necessidade de fontes de energia estáveis e autônomas.
Riscos do NUCL11
- Altos custos e atrasos: projetos nucleares são caros e frequentemente enfrentam entraves técnicos, regulatórios ou sociais.
- Sensibilidade regulatória: acidentes ou novas tecnologias podem mudar o cenário político e de investimento rapidamente.
- Volatilidade do urânio: preços da commodity sofrem influência direta de fatores geopolíticos e de oferta/demanda global.
- Risco de concentração: o ETF é setorial e, por isso, é mais volátil do que fundos amplamente diversificados.
Em resumo: trata-se de um ativo mais indicado para estratégias de longo prazo e para perfis que toleram oscilações em troca de potencial de valorização.
Por que investir em energia nuclear agora?
A busca por fontes de energia mais limpas e sustentáveis tem impulsionado o interesse pela energia nuclear. Com baixa emissão de carbono, a energia nuclear é considerada uma alternativa viável frente à volatilidade do mercado de energia fóssil.
Além disso, o avanço da inteligência artificial e o aumento da demanda energética têm levado empresas como Google e Amazon a investirem em tecnologias de energia nuclear, como os reatores modulares pequenos (SMR), para abastecer seus centros de processamento de dados.
O cenário geopolítico atual, com conflitos que evidenciam a vulnerabilidade energética de algumas regiões, também reforça a importância de fontes de energia estáveis e seguras, como a nuclear.
Vale a pena investir no NUCL11?
O NUCL11 representa uma oportunidade para investidores que buscam diversificar seus portfólios com exposição a um setor em crescimento e alinhado com as tendências de sustentabilidade e inovação tecnológica. No entanto, é fundamental considerar os riscos associados e avaliar se o perfil do fundo está alinhado com seus objetivos de investimento.
Se você está interessado em explorar outras opções de investimento em setores estratégicos e sustentáveis, confira nosso artigo sobre ETFs de energia renovável.