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Ouro e Prata em recorde histórico: vale investir agora em 2026?

ouro

A nova disparada do ouro e da prata em 2026 voltou a colocar os metais preciosos no centro das atenções dos investidores brasileiros. O movimento não é isolado: ele reflete um cenário de tensões geopolíticas, tarifas comerciais e aversão ao risco, combinados com um dólar mais fraco e queda nos futuros europeus e norte-americanos.

Neste post, o foco não é a “manchete do dia”, mas sim o que esse tipo de crise significa para a sua estratégia de investimento e como você pode usar ouro e prata, direta ou indiretamente, na sua carteira.

O que está acontecendo com ouro e prata?

Em meio ao aumento das tensões entre os Estados Unidos e vários países europeus, após ameaças de novas tarifas de importação, os investidores globais correram para ativos de refúgio, como ouro e prata. Esse tipo de movimento costuma acontecer quando o mercado teme:

  • Escalada de conflitos políticos ou militares.
  • Guerras comerciais, tarifas e sanções.
  • Queda da confiança no dólar ou nos mercados acionários tradicionais.

Em cenários assim, investidores institucionais e individuais tendem a reduzir exposição em ações de risco e aumentar posições em metais preciosos, Treasuries e outros ativos defensivos. Para o investidor brasileiro, isso abre duas frentes:

  • Entender o papel de proteção do ouro e da prata.
  • Avaliar se faz sentido aumentar, iniciar ou apenas manter a exposição nesses ativos.

Para entender melhor os veículos disponíveis, vale conferir:
👉 Como investir em ouro
👉 Como investir em prata

Por que ouro e prata sobem em momentos de crise?

O ouro, historicamente, é visto como reserva de valor: um ativo que tende a preservar poder de compra ao longo do tempo, especialmente quando:

  • Há medo de inflação ou desvalorização de moedas fiduciárias.
  • Bancos centrais mantêm juros reais baixos ou próximos de zero.
  • Há risco político e incerteza sobre crescimento econômico.

A prata, embora também seja considerada metal de refúgio, tem um componente adicional: uso industrial. Ela é utilizada em setores como:

  • Indústria eletrônica.
  • Energia solar.
  • Equipamentos médicos.

Por isso, a prata tende a ser mais volátil que o ouro: reage tanto ao “medo” (refúgio) quanto às expectativas de demanda econômica.

De maneira simplificada:

  • Ouro = foco em proteção e reserva de valor.
  • Prata = refúgio + metal com forte uso industrial, mais sensível ao ciclo econômico.

Como o investidor brasileiro pode se expor a ouro e prata?

Para o investidor do Brasil, existem diversos caminhos para ter exposição a ouro e prata, com níveis diferentes de risco, custo e complexidade.

1. ETFs e fundos de investimento

Se o seu foco é investimento de médio e longo prazo e simplicidade operacional, ETFs e fundos são, em geral, as opções mais práticas:

  • ETFs lastreados em ouro ou prata (no Brasil ou no exterior, via BDR ou corretora internacional).
  • Fundos multimercado ou de commodities que incluem ouro e prata na estratégia.

Vantagens:

  • Diversificação automática.
  • Gestão profissional.
  • Sem preocupação com custódia física.

Para entender melhor os caminhos específicos para o ouro, veja:
👉 Como investir em ouro

2. Contratos futuros de ouro e prata

Se o seu perfil é mais ativo e arrojado, os contratos futuros permitem:

  • Operar com alavancagem.
  • Fazer hedge (proteção) da carteira.
  • Especular sobre movimentos de curto prazo.

No entanto, exigem:

  • Entendimento de margem de garantia, ajustes diários, volatilidade.
  • Disciplina de gestão de risco (stop, tamanho de posição, etc.).

Para quem pensa em prata de forma mais tática, é importante conhecer:
👉 Como negociar contrato futuro de prata
E, para quem prefere foco em posição direcional ou de longo prazo:
👉 Como investir em prata

3. Ações e mineradoras ligadas a metais preciosos

Outra forma de exposição é via ações de empresas mineradoras ou ETFs setoriais:

  • Mineradoras de ouro.
  • Mineradoras de prata ou diversificadas em metais.

Vantagens:

  • Potencial de retorno superior ao metal em si, em ciclos de alta.
  • Possibilidade de dividendos.

Riscos:

  • Risco específico da empresa (gestão, endividamento, custos de produção).
  • Pode cair mesmo com alta do metal, se a empresa estiver mal gerida ou alavancada.

Ouro e prata como parte da sua carteira: quanto faz sentido?

Metais preciosos podem atuar como seguro dentro de uma estratégia mais ampla, que inclua:

  • Renda variável (ações, ETFs de índices, setores, fatores).
  • Renda fixa (pós-fixada, IPCA, prefixados).
  • Outros alternativos, se fizer sentido para seu perfil.

Alguns pontos para nortear a decisão:

  • Perfil conservador/moderado:
    • Exposição pequena, algo como 3% a 10% da carteira em ouro/prata, com foco em proteção.
  • Perfil arrojado:
    • Pode chegar a uma fatia maior em momentos específicos de risco global, sempre com controle de volatilidade.
  • Horizonte de investimento:
    • Ouro e prata podem ter períodos longos de consolidação; entram melhor como componente estrutural de diversificação do que como “aposta rápida”.
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