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Quando você está avaliando o desempenho financeiro de uma empresa que está na Bolsa, provavelmente a primeira coisa que você revisa são seus demonstrativos financeiros trimestrais ou anuais, certo? Mas atenção: o ano fiscal nem sempre coincide com o ano calendário. De fato, muitas empresas no Brasil e em outros países definem seu próprio período fiscal de acordo com suas necessidades contábeis ou setoriais.
Por exemplo, enquanto algumas seguem o calendário de janeiro a dezembro, outras iniciam seu exercício fiscal em abril ou até mesmo em outubro. O importante é que cubram um ciclo de 12 meses consecutivos e estejam em conformidade com os requisitos dos órgãos reguladores, como a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) no Brasil ou a SEC nos Estados Unidos.
Agora, se você se baseia apenas no fechamento fiscal, pode estar perdendo de vista o mais recente. E é aí que entra o TTM.
Você pode já estar familiarizado com a análise fundamental, mas às vezes aparecem siglas como TTM que te deixam confuso. Já aconteceu com você? TTM significa Trailing Twelve Months, ou em português, últimos doze meses móveis. É uma forma de medir o desempenho financeiro recente de uma empresa, sem a necessidade de esperar pelo fechamento do ano fiscal. Isso é crucial quando você quer:
TTM —siglas de Trailing Twelve Months— representa os dados financeiros acumulados dos últimos quatro trimestres consecutivos, ou seja, um ano móvel. É uma forma precisa de avaliar o desempenho recente de uma empresa, sem ter que esperar o fechamento do seu ano fiscal. E por que é chamado de trailing? Porque se baseia em cifras já registradas, ao contrário das projeções futuras (forward), que partem de estimativas.
Porque oferece uma visão mais atualizada e ajustada do negócio. Através do TTM, analistas e investidores podem estudar desde os demonstrativos financeiros chave (demonstração de resultados, fluxo de caixa, balanço patrimonial) até os principais indicadores de mercado, como:
Essa abordagem ajuda a mitigar distorções por sazonalidade ou eventos atípicos —como um trimestre com vendas extraordinárias ou impactos não recorrentes— e permite fazer comparações mais justas entre empresas que operam em diferentes setores ou regiões.
Muitos analistas no Brasil seguem o calendário fiscal para avaliar empresas, mas o mercado de ações se move todos os dias. É aí que o TTM faz a diferença.
Imagine que você está analisando o desempenho da Walmart ou do Grupo Bimbo. Em vez de se basear apenas no fechamento fiscal, você pode usar o TTM para comparar as receitas, margens ou lucros mais recentes e ter uma visão mais atualizada, útil para decisões táticas.
Além disso, o TTM permite comparar empresas de diferentes tamanhos ou setores, padronizando os números para que você possa medir crescimento, rentabilidade ou eficiência com um quadro comum.
Um exemplo para entender melhor:
Suponhamos que uma empresa reportou receitas de $1.000 milhões de reais nos últimos 12 meses. Isso parece forte, mas como saber se é uma melhoria? Se há um ano essas receitas eram de apenas $500 milhões, então estamos falando de um crescimento de 100% ano contra ano móvel. Essa progressão é o que realmente interessa aos investidores: a tendência.
Não. É simplesmente outra forma de visualizar os dados. O TTM pode cortar em qualquer mês, por isso nem sempre coincide com o fechamento contábil oficial. E é justamente por isso que é tão útil para ter uma leitura mais imediata e atualizada do desempenho financeiro da empresa.
Quando você analisa os relatórios de uma empresa listada na B3, é comum encontrar o dado de TTM (Trailing Twelve Months) nas seções de demonstração de resultados, balanço patrimonial ou fluxo de caixa, dependendo da métrica analisada.
Geralmente, esses números são atualizados de forma trimestral, seguindo as diretrizes do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), que regem a contabilidade no Brasil em alinhamento com as normas internacionais (IFRS). Em alguns casos, os analistas utilizam médias móveis entre o primeiro e o último trimestre para suavizar variações pontuais.
Cada item financeiro é analisado de forma diferente de acordo com sua natureza. Aqui está um resumo:
Essa abordagem evita depender de números isolados de um único trimestre que podem estar distorcidos por eventos pontuais. Pontos chave a considerar:
O uso do TTM não se limita a revisar receitas ou lucros isolados. Essa métrica serve para estimar índices chave com base em dados atualizados dos últimos 12 meses, sem depender do fechamento contábil. Muitos analistas aplicam a seguinte fórmula para calcular qualquer dado TTM:
TTM = dados do ano atual até a data + último ano fiscal completo – dados até a mesma data do ano anterior
Embora pareça técnico, na prática é mais simples: basta somar os dados dos últimos quatro trimestres publicados. A seguir, explico como se aplica em métricas concretas que você já deve conhecer.
As receitas TTM representam as vendas totais acumuladas de uma empresa nos últimos 12 meses. Se a empresa vende produtos, refere-se a vendas líquidas; se for um modelo SaaS, seriam as taxas recorrentes de assinantes. Fórmula:
Receitas TTM = Receitas do Q4 + Q1 + Q2 + Q3 (mais recentes)
Exemplo com Apple (AAPL), no fechamento de novembro de 2022:
Total receitas TTM = 394,100 bilhões USD
A vantagem? Dá uma visão mais real do estado atual do negócio, em vez de depender do último relatório fiscal que pode já estar desatualizado.
Este é um dos múltiplos mais usados por quem investe em ações brasileiras ou estrangeiras. O P/L TTM é calculado com os lucros por ação (LPA) dos últimos 12 meses, e mostra quantas vezes o mercado está pagando por cada real de lucro. Fórmula:
P/L = Preço atual da ação / LPA TTM
Você também pode ver variantes como o PER forward, que usa estimativas futuras de utilidade. Ambos são usados em análise comparativa de avaliação.
Este dado mostra o rendimento que você está recebendo via dividendos, com base no preço atual da ação e os últimos 4 dividendos pagos. Fórmula:
Dividend Yield TTM = (Dividendo Q1 + Q2 + Q3 + Q4) / Preço da ação
Exemplo:
Rentabilidade TTM = ($2,00) / $100 = 2%
Este indicador também é chave se você investe em ETFs ou fundos de investimento que distribuem dividendos.
Um dos usos mais úteis do TTM é medir o crescimento financeiro anualizado, comparando os últimos 12 meses com o mesmo período do ano anterior.
Por exemplo: se você está avaliando os dados de TTM de janeiro de 2024 a dezembro de 2024, pode compará-los contra janeiro de 2023 a dezembro de 2023 para saber se houve um aumento ou queda real em receitas, lucros, margem operacional, etc.
Isso oferece vantagens claras em relação a comparar apenas o último trimestre ou o fechamento fiscal: é mais atual mas menos volátil, pois suaviza distorções causadas por eventos únicos ou sazonais.
Quando falamos de receitas TTM, nos referimos às vendas acumuladas dos últimos 12 meses corridos. Este número é fundamental para saber se uma empresa está crescendo em sua linha superior (vendas brutas).
Embora muitas vezes o foco da análise vá direto para a rentabilidade ou para o EBITDA, as receitas TTM permitem entender de onde vem esse crescimento, se é sustentável e se está diversificado entre linhas de negócio, regiões ou segmentos.
O conceito de TTM não é exclusivo de empresas. Também é usado para avaliar o desempenho de fundos de investimento ou ETFs.
Neste caso, mede-se o desempenho gerado pela carteira nos últimos 12 meses, considerando o retorno de cada ativo ponderado por seu peso no portfólio (ações, títulos, etc.). Isso ajuda os investidores a saberem quanto valor real seu investimento gerou.
Os números TTM têm vantagens práticas em relação aos dados anuais ou trimestrais:
TTM é uma ferramenta indispensável para análise financeira atualizada, útil para métricas como:
Ao considerar um período de 12 meses móveis, evita distorções e te dá uma visão mais precisa do desempenho operacional.
Os investidores que usam dados TTM podem tomar decisões mais informadas, com comparações mais justas entre empresas e sem ter que esperar pelos relatórios anuais.
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