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Escada de Renda Fixa com ETFs

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A estratégia de escada de renda fixa ganhou popularidade entre os investidores por sua capacidade de oferecer estabilidade e minimizar riscos em ambientes de mercado incertos.

Além disso, não precisamos adivinhar o que as taxas ou a inflação farão, nem como o mercado reagirá às decisões dos bancos centrais. A escada diversifica os vencimentos e durações a fim de minimizar o risco de taxas de juros e inflação.

Graças ao enorme leque de exposições que os ETFs têm, desde regiões e qualidade de crédito, até durações e vencimentos alvo, os investidores podem montar escadas de renda fixa com muita facilidade e flexibilidade, algo que nem sempre podemos fazer com os Fundos de Investimento tradicionais porque não há essa variedade.

Às vezes, o benefício de poder montar algo mais sob medida e muito mais flexível, compensa o fato de que os ETFs não têm o benefício fiscal de serem transferíveis.

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Escada de Renda Fixa

O que é uma escada de renda fixa?

A escada de renda fixa é uma estratégia de investimento baseada na aquisição de títulos ou ETFs de Renda Fixa com diferentes vencimentos distribuídos ao longo do tempo. A ideia principal é que, à medida que um título vence, seus rendimentos são reinvestidos em um novo título que estende a estrutura da escada.

A maioria dos ETFs tem vencimentos constantes, ou seja, realmente nunca vencem porque sua carteira está sendo constantemente balanceada para sempre ter mais ou menos o mesmo prazo. A única exceção são os ETFs de Vencimento Alvo.

Em uma escada de RF com ETFs, não esperamos nenhum vencimento, simplesmente dividimos o montante em diferentes degraus, cada um com um vencimento distinto. Quanto maior for nosso horizonte temporal, então poderemos ter degraus de maior prazo, e vice-versa.

Esta abordagem permite:

  • Mitigar o risco de taxas de juros ao diversificar os vencimentos.
  • Garantir fluxos de rendimentos previsíveis através dos cupons.
  • Usar os cupões para aproveitar a volatilidade de preços de títulos com maior duração.

Por exemplo, uma escada poderia incluir títulos com diferentes vencimentos que variam desde poucos meses até dez ou mais anos. Ao escalonar os vencimentos, os investidores podem se adaptar melhor a diferentes condições de mercado. Além disso, essa estrutura permite gerar liquidez de forma regular, algo especialmente útil para quem busca rendimentos constantes ou precisa alinhar seus investimentos com objetivos específicos.

Outra vantagem importante é a flexibilidade para se ajustar a mudanças no ambiente econômico. Se as taxas de juros aumentarem, os vencimentos próximos podem ser reinvestidos em instrumentos que ofereçam maiores rendimentos, otimizando assim a rentabilidade geral da carteira.

Tal como aconteceu recentemente, onde o aumento das taxas era iminente, uma escada nos teria permitido reduzir ou eliminar completamente os degraus de maior duração devido à sua alta sensibilidade às taxas de juros. Enquanto isso, esperar em maturidades mais baixas e, aos poucos, ir reconstruindo os degraus intermediários e longos.

Esta estratégia é muito flexível e pode se adaptar a diferentes perfis de risco e horizontes temporais, podendo ser mais ou menos ativa, o que a torna ideal tanto para investidores mais passivos e conservadores quanto para aqueles com objetivos mais agressivos e ativos.

Vantagens de uma escada de renda fixa

Implementar uma escada de renda fixa tem múltiplos benefícios, especialmente em mercados voláteis. Alguns deles incluem:

  • Diversificação temporal: ao incluir títulos com vencimentos de curto, médio e longo prazo, reduz-se o impacto dos movimentos abruptos nas taxas de juros. Isso também protege o investidor da volatilidade de preços que afeta os títulos quando as taxas mudam de maneira imprevisível.
  • Flexibilidade: a estrutura permite ajustar a estratégia conforme as necessidades do investidor, como concentrar-se em vencimentos mais curtos durante períodos de alta inflação. Por exemplo, num ambiente de taxas crescentes, os degraus podem se concentrar em prazos mais curtos para reduzir o risco da duração.
  • Rendimentos constantes: a estrutura escalonada garante fluxos de caixa previsíveis através dos cupões, o que é atraente para aqueles que dependem de rendimentos regulares, como aposentados ou quem busca diversificar suas fontes de renda. E também permitem usar esses cupões para aproveitar a volatilidade e comprar mais do que caiu se o nosso horizonte permitir.

Vale destacar que, ao mitigar riscos e maximizar rendimentos, essa estratégia permite manter um equilíbrio entre estabilidade e rentabilidade, tornando-a ideal para uma ampla gama de condições de mercado.

Tem funcionado com taxas de juros em alta e em baixa, com inflação baixa ou alta, durante mercados em baixa ou em alta. Isso não quer dizer que a estratégia é a que sempre dá os melhores retornos. O que quer dizer é que o binômio rentabilidade-risco tem funcionado muito bem em todos os cenários.

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Construindo uma escada com ETFs

A flexibilidade e a variedade de ETFs disponíveis no mercado fazem deles uma excelente ferramenta para estruturar uma escada de renda fixa. Alguns passos essenciais para montar essa estratégia incluem:

  1. Definir o horizonte temporal: a duração e maturidade dos degraus devem estar alinhadas com o horizonte de investimento. Por exemplo, se o objetivo é garantir recursos para a faculdade de um filho em 10 anos, a escada deve ser ajustada para esse prazo. Com o passar do tempo, será necessário reajustar a carteira, vendendo os degraus mais longos conforme amadurecem e reinvestindo em títulos de médio e curto prazo para manter a estratégia eficiente.
  2. Selecionar os ETFs adequados: escolher ETFs com vencimentos definidos pode ser uma alternativa mais eficaz para replicar as características dos títulos individuais. Alguns ETFs de maturação definida são especialmente úteis para esse propósito. Além disso, é importante equilibrar amortização e volatilidade, considerando o perfil de risco do investidor.
  3. Diversificar por tipos de títulos: além da diversificação temporal, também é essencial incluir ETFs que investem em títulos públicos do governo, títulos atrelados à inflação e, dependendo do perfil do investidor, até mesmo títulos corporativos.
  4. Atribuir proporções: uma estratégia simples é atribuir o mesmo peso a cada degrau da escada. No entanto, isso pode variar conforme os objetivos individuais, como maximizar rendimento, aumentar distribuições, reduzir volatilidade ou manter maior flexibilidade.
  5. Revisar periodicamente: monitorar regularmente a carteira garante que a estratégia continue alinhada com os objetivos do investidor, permitindo ajustes diante de mudanças no mercado. Além disso, como mencionado no primeiro ponto, é necessário readequar os degraus conforme o tempo passa.

Por exemplo, uma estrutura básica poderia incluir:

  • Degraus curtos (0-3 anos): It Now IMA-B5+ Fundo de Índice (IMAB11)
  • Degraus médios (3-5 anos): Trend Inflação FIC FIM
  • Degraus longos (>10 anos): It Now IMA-B Fundo de Índice (IMAB11) ou Tesouro IPCA+

Esta abordagem permite personalizar a estratégia de acordo com as necessidades e preferências do investidor.

Riscos e considerações chave

Embora as escadas de renda fixa sejam estratégias eficientes, elas não estão isentas de riscos. Afinal, no mercado financeiro, não existe retorno sem risco. Além dos desafios tradicionais de investir em ETFs e renda fixa, é essencial considerar os seguintes fatores:

  • Impacto da inflação: se a inflação permanecer elevada por um longo período, títulos de renda fixa convencionais podem perder poder de compra, a menos que a carteira inclua ETFs atrelados à inflação. Isso ressalta a importância de compor a escada com instrumentos indexados ao IPCA.

    Lembre-se de que os títulos atrelados à inflação (como o Tesouro IPCA+) tendem a ter um melhor desempenho quando a inflação real supera as expectativas e, por outro lado, podem sofrer temporariamente em períodos de desaceleração inflacionária ou recessões.
  • Reinvestimento: em um cenário de queda dos juros, os rendimentos obtidos podem ser reinvestidos em títulos com cupões mais baixos, reduzindo a renda total da carteira. Para mitigar esse risco, a diversificação entre diferentes prazos e indexadores pode ser uma alternativa eficiente.
  • Complexidade: montar e manter uma escada de renda fixa exige acompanhamento e ajustes frequentes, o que pode ser desafiador para investidores com menos experiência ou tempo disponível para a gestão ativa da carteira.
  • Custos ocultos: embora os ETFs sejam mais econômicos que os fundos tradicionais, é importante considerar custos como o spread bid-ask, as comissões por transação e sua tributação.
  • Baixas comissões de trading.
  • Ampla gama de produtos.
  • Juros de até 4,83% em contas em USD e 3,49% em euros.
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