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Diferenças entre ETFs, ETCs e ETNs

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Quais são as diferenças entre ETF, ETC e ETN? Essa é a pergunta que muitos investidores fazem, cada vez mais confiando na gestão passiva. Este tipo de instrumento financeiro está se estabelecendo como uma alternativa à gestão ativa para gerenciar nosso patrimônio a longo prazo.

Os ETPs (Exchange Traded Products) são instrumentos financeiros que são negociados em bolsa e cujo objetivo é replicar o comportamento de um índice, commodity ou moeda. Um ETP, ao seguir fielmente um subjacente (índice, moeda ou commodity), não pode superar esse mercado ou ativo; sua finalidade é replicar seu comportamento o mais exatamente possível.

Dentro dos ETPs distinguem-se principalmente três tipos:

  1. ETF (Exchange Traded Fund): replicam índices de ações ou outros conjuntos diversificados de ativos.
  2. ETC (Exchange Traded Commodity): replicam o comportamento de uma commodity ou cesta de commodities.
  3. ETN (Exchange Traded Note): são instrumentos de dívida que replicam o comportamento de um índice ou subjacente, mas acarretam o risco adicional do emissor.

Vamos nos aprofundar um por um nos diferentes instrumentos.

Comparação entre ETFs, ETCs e ETNs

A tabela abaixo apresenta uma comparação direta entre esses três produtos financeiros para facilitar a compreensão de suas principais diferenças e semelhanças:

Ativo subjacenteNatureza jurídicaRisco principalLiquidezUso recomendado
ETFsÍndices (ações, títulos, etc.)Fundo de investimentoMercado + réplica física/sintéticaMuito altaLongo prazo e diversificação
ETCsCommodities (ouro, prata, petróleo)Título lastreado em commodityVolatilidade da commodity + réplicaAltaExposição a commodities
ETNsÍndices ou estratégias específicasTítulo de dívidaMercado + risco de emissorAlta (depende do emissor)Estratégias específicas e especulação

Agora que já conhecemos a visão geral das diferenças, vejamos um pouco mais sobre cada um deles.

Classificação dos ETFs

Dependendo da sua estratégia de réplica e da forma como seguem o índice, encontramos várias categorias:

  • ETFs diretos: replicam de maneira direta o comportamento do índice. O gestor compra os valores que compõem esse índice.  
  • ETFs inversos: buscam obter rentabilidade quando o índice cai; ou seja, se comportam de maneira oposta ao ativo subjacente. São frequentemente utilizados como cobertura ou especulação baixista.

Exemplo: Um ETF inverso do S&P 500 sobe quando o S&P 500 cai.

  • ETFs alavancados: ampliam (duplicam ou triplicam) a exposição ao índice subjacente, podendo oferecer rentabilidades muito altas, mas também implicam um maior risco.

Exemplo: Um ETF alavancado 2x do S&P 500 pode dobrar tanto os ganhos quanto as perdas diárias do índice.

Por método de réplica

  • ETFs de réplica física: o gestor compra diretamente os ativos que compõem o índice (ações, títulos, barras de ouro, etc.). A correlação com o índice costuma ser alta e fácil de entender, mas também requer uma logística e custos associados.  
  • ETFs de réplica sintética: o emissor assina um contrato (swap) com uma entidade financeira, que se compromete a fornecer a rentabilidade do índice em troca de uma comissão.   A principal vantagem desses contratos é que se reduz ao mínimo o tracking error (desvio em relação ao índice) mas, em contrapartida, existe risco de crédito da entidade financeira que oferece o swap.

Por exemplo, o iShares Core S&P 500 UCITS ETF USD (Acc) replica o índice S&P500 de forma física perfeita. Este é o maior ETF do índice das 500 maiores empresas dos EUA por patrimônio.

O que é um ETC?

Um ETC (Exchange Traded Commodity) é um produto cotado que se concentra em replicar o comportamento de uma matéria-prima (ouro, prata, petróleo, etc.). Tornou-se uma forma simples de investir em commodities sem a necessidade de adquirir fisicamente grandes quantidades dessa matéria.

Classificação dos ETCs

Os ETCs geralmente estão associados a um alto risco dado que matérias-primas como, por exemplo, o metal ou os diversos tipos de energia existentes, têm uma alta volatilidade.

  1. ETCs físicos: respaldados pela compra e armazenamento físico da matéria-prima subjacente (por exemplo, barras de ouro). Apresentam menor risco de crédito, pois possuem o ativo real.
  2. ETCs sintéticos: utilizam derivativos para replicar a evolução da matéria-prima, adicionando assim um componente de risco de contraparte, semelhante aos ETFs sintéticos.

Por exemplo, o iShares Physical Gold ETC replica o desempenho do índice subjacente com uma obrigação de dívida garantida que está respaldada por posses físicas do metal precioso.

Principais vantagens e desvantagens dos ETCs

👍 Prós dos ETCs

  • Acesso direto a matérias-primas: permitem investir em ouro, prata, petróleo, etc. sem ter que armazená-los fisicamente (no caso dos sintéticos) ou gerenciá-los por conta própria.
  • Liquidez e operação em bolsa: ao cotar em mercados organizados, podem ser comprados e vendidos facilmente.

👎 Contras dos ETCs

  • Volatilidade: as matérias-primas podem flutuar de forma significativa.
  • Risco de contraparte (no caso dos ETCs sintéticos).

Diferenças e semelhanças entre ETCs e ETFs

Semelhanças

  • Ambos são negociados em bolsa em tempo real.
  • Podem ser comprados e vendidos a qualquer momento da sessão de bolsa.
  • Replicam um ativo subjacente.

Diferenças

  • Natureza jurídica:
    • Os ETFs são fundos de investimento coletivo e são regulados como tal.
    • Os ETCs são titularizações (produtos estruturados), o que pode implicar um risco de crédito maior.
  • Ativos subjacentes:
    • Os ETFs geralmente replicam índices de renda variável ou renda fixa.
    • Os ETCs replicam matérias-primas, que costumam ter maior volatilidade.

O que é um ETN?

Um ETN (Exchange Traded Note) é um produto de dívida negociado em bolsa, introduzido em 2006 pelo Barclays Bank, com o propósito de oferecer aos investidores de varejo acesso a ativos ou índices que poderiam ser difíceis de replicar de outra forma.

Como instrumento de dívida, o investidor adquire uma nota promissória emitida por uma entidade financeira, com a promessa de entregar a rentabilidade de um índice ou estratégia subjacente.

Por exemplo, o CoinShares Physical Bitcoin replica o desempenho do índice subjacente com uma obrigação de dívida garantida que é respaldada por participações físicas da criptomoeda. Trata-se do maior ETN que segue o Bitcoin.

Principais vantagens e desvantagens dos ETNs

👍 Prós dos ETNs

  • Acesso a estratégias difíceis de replicar: permitem investir em índices ou ativos complexos que nem sempre estão disponíveis por meio de ETFs ou fundos tradicionais.
  • Cotação em bolsa e liquidez: podem ser comprados e vendidos durante o pregão como se fossem ações.

👎 Contras dos ETNs

  • Ausência de respaldo no ativo: ao contrário de certos ETFs ou ETCs que possuem fisicamente o ativo, os ETNs geralmente não são garantidos por nada além da solvência do emissor.
  • Risco do emissor: sendo um instrumento de dívida, se a entidade que o emite falir, o investidor pode perder seu capital.

Diferenças e semelhanças entre ETNs e ETFs

Semelhanças

  • Negociam no mercado em tempo real, como as ações.
  • Buscam replicar um índice ou uma estratégia específica, como faria um ETF.

Diferenças

  • Composição da carteira:
    • Em um ETF, a carteira é formada pelos ativos (ações, títulos, etc.) que compõem o índice.
    • Em um ETN, a carteira consiste em títulos e derivativos que “prometem” replicar o comportamento desse índice, introduzindo o risco do emissor.
  • Uso recomendado:
    • Os ETNs são geralmente usados para investimentos de curtíssimo prazo ou para estratégias muito específicas, devido ao risco de crédito e à possível falta de liquidez em certas circunstâncias.
    • Os ETFs são mais adequados para estratégias de longo prazo e diversificação geral.

Esses três produtos, apesar de serem semelhantes no funcionamento, têm características que os diferenciam e os tornam ideais para diferentes perfis e estratégias.

Seus baixos custos e facilidade de compra podem ser um diferencial para muitos investidores, apesar de não terem a vantagem fiscal que os fundos de investimento têm e de ser necessário pagar comissões por cada subscrição se se pretende realizar aportes periódicos.

Em resumo, os três produtos são negociados no mercado e permitem uma réplica muito próxima de seu ativo subjacente. No entanto, apresentam diferenças notáveis na sua estrutura, nos riscos que assumem e nos ativos que replicam.

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