Salário Mínimo: novo valor de R$ 1.621 e impactos

Salário Mínimo 2026

salário mínimo nacional subiu R$ 103 e passou a ser R$ 1.621. O reajuste de 6,79% vale desde janeiro e começou a ser pago na folha de fevereiro. Veja o cálculo, os impactos e o que muda para trabalhadores, aposentados e empresas.

Resumo rápido do salário mínimo

Item2025AtualVariação
ValorR$ 1.518R$ 1.621+R$ 103
Reajuste-6,79%INPC + ganho real
Vigência-JaneiroPago em fevereiro
Piso FGTSR$ 1.518R$ 1.621+R$ 103

Fonte oficial: Ministério do Trabalho e Emprego, Decreto nº 12.797/2025.

Como foi calculado o novo salário mínimo?

O reajuste segue a política de valorização do salário mínimo, retomada em 2023 e ajustada pela regra do arcabouço fiscal. A conta combina dois componentes:

  • Reposição da inflação: o valor de 2025 (R$ 1.518) é corrigido pelo INPC, índice que mede a inflação das famílias de baixa renda.
  • Ganho real: um acréscimo acima da inflação atrelado ao crescimento do PIB, limitado a 2,5% ao ano pela regra fiscal.

Na prática, o reajuste de 6,79% aplicado sobre R$ 1.518 chega aos R$ 1.621 em vigor: R$ 1.518 × 1,0679 = R$ 1.621. A regra anterior, que somava INPC mais a variação integral do PIB, deixou de valer com o teto imposto pelo arcabouço fiscal.

Impacto nos benefícios trabalhistas

Principais reajustes automáticos

BenefícioNovo valorAumento
13º salárioR$ 1.621+R$ 103
Férias + 1/3R$ 2.161,33+R$ 137,33
FGTS depósitoR$ 129,68/mês+R$ 8,24
Aviso prévio (1 salário)R$ 1.621+R$ 103
Multa FGTS (exemplo de demissão)R$ 12.902+R$ 824

Os valores acima consideram um trabalhador que recebe exatamente o piso. A multa do FGTS é um exemplo ilustrativo, calculado sobre um saldo acumulado hipotético; o valor real depende do tempo de casa e dos depósitos de cada contrato.

Impacto para as empresas (custo total)

Para o empregador, o custo de um funcionário CLT que recebe o piso vai além do salário, por causa dos encargos. Em uma estimativa considerando FGTS, INSS patronal, férias e 13º provisionados:

  • 2025: cerca de R$ 2.583 por mês.
  • Atual: cerca de R$ 2.761 por mês, um acréscimo aproximado de R$ 178.

Setores mais impactados, por concentrarem muitos contratos no piso:

  • Comércio (cerca de 45% no mínimo)
  • Serviços (cerca de 38% no mínimo)
  • Construção (cerca de 62% no mínimo)

Impacto no INSS e nas aposentadorias

O salário mínimo é o piso previdenciário: nenhum benefício do INSS pode ser menor que ele. Assim, aposentados, pensionistas e beneficiários do BPC que recebem um salário mínimo passaram a receber R$ 1.621, o mesmo reajuste de 6,79% dos trabalhadores da ativa.

Os pagamentos do INSS seguem o calendário anual, escalonado pelo dígito final do número do benefício, com quem ganha o piso recebendo na primeira metade do cronograma. Aposentados com rendimentos acima da faixa de isenção ainda precisam organizar os comprovantes de rendimentos para o Imposto de Renda, incluindo o informe pago pelo próprio INSS.

Evolução histórica do salário mínimo

AnoValorReajuste
2024R$ 1.4126,97%
2025R$ 1.5187,5%
2026R$ 1.6216,79%
2027R$ 1.730*6,66%*

*Projeção Rankia baseada em INPC estimado, ainda sujeita à confirmação oficial.

Comparativo de poder de compra

Segundo o DIEESE, a cesta básica na cidade de São Paulo custa em torno de R$ 1.357, o que faz o piso equivaler a cerca de 119% do valor da cesta em uma capital. Na ponta do consumo, alguns itens essenciais pesam assim no orçamento de quem ganha o mínimo:

  • Arroz (5 kg): cerca de R$ 28, ou 17% do salário.
  • Feijão (1 kg): cerca de R$ 13, ou 8% do salário.
  • Carne (1 kg): cerca de R$ 45, ou 28% do salário.

Mesmo com o aumento, o piso segue abaixo do salário mínimo necessário estimado pelo DIEESE para sustentar uma família, valor bem superior ao vigente. O reajuste repõe a inflação e adiciona um ganho real modesto, mas não fecha a diferença.

O que o novo salário mínimo muda no seu bolso?

O piso de R$ 1.621 eleva de uma vez salário, 13º, férias, FGTS e os benefícios do INSS atrelados ao mínimo, injetando renda na economia. Para o trabalhador, o ganho real acima da inflação é pequeno, então vale usar o aumento para recompor o orçamento e, se sobrar, começar a poupar. Para a empresa, o momento é de revisar a folha e o custo dos encargos antes que o efeito acumule ao longo do ano.

Perguntas Frequentes sobre o salário mínimo

Fontes citadas: