S&P 500 passa de 7.800 pontos, mas IVVB11 sobe só 4% em 2026 com a queda do dólar

Recorde do S&P 500, a 7.818 pontos, rende só 4% em reais no IVVB11: o dólar caiu 9,25% em 2026. Veja a conta e o que fazer com o câmbio abaixo de R$ 5.
S&P 500 bate 7.800 pontos, mas IVVB11 sobe só 4% em 2026

Índice

O S&P 500, principal índice da bolsa americana, fechou pela primeira vez acima dos 7.800 pontos na terça-feira, 6 de outubro de 2026, a 7.818,93 pontos. No ano, o índice sobe 13,97% em dólar até o fechamento de 7 de outubro. Para quem investe daqui, a conta é outra: o IVVB11, ETF da B3 que replica o S&P 500 em reais, acumula alta de apenas 4,13% em 2026, porque o dólar caiu 9,25% no mesmo período.

Pontos-chave

  • 📈 Recorde em Nova York: S&P 500 fecha a 7.818,93 pontos em 6 de outubro
  • 📊 Em dólar: alta de 13,97% em 2026, até o fechamento de 7 de outubro
  • 💵 Dólar em queda: PTAX recua 9,25% no ano, para R$ 4,9935
  • 💰 Em reais: IVVB11 sobe só 4,13%; R$ 10 mil viraram cerca de R$ 10.413
Indicador31/12/20252/10/20267/10/2026Variação em 2026
S&P 500 (pontos)6.845,507.722,727.801,77+13,97%
Dólar PTAX de venda (R$)5,50245,22384,9935−9,25%
IVVB11 na B3 (R$ por cota)424,20*454,70441,70+4,13%

Por que o IVVB11 sobe menos que o S&P 500?

O IVVB11 compra a exposição ao S&P 500 em dólar, mas a cota é negociada em reais na B3. Por isso, o resultado para o investidor brasileiro soma duas coisas: a variação do índice americano e a variação do dólar. Em 2026, o índice subiu quase 14%, mas o dólar perdeu 9,25% frente ao real, segundo a PTAX do Banco Central. O ganho em reais ficou perto de 4%.

A virada mais forte veio depois do 1º turno das eleições. Entre 2 e 7 de outubro, o S&P 500 subiu 1,02%, enquanto a PTAX caiu 4,41%, de R$ 5,2238 para R$ 4,9935. Resultado: o IVVB11 recuou 2,86% na semana em que o índice americano batia recorde. A queda do dólar acompanhou a alta de 7,7% do Ibovespa, como mostramos em Ibovespa dispara e dólar cai a R$ 4,99 após o 1º turno. O efeito do câmbio sobre esse tipo de aplicação está detalhado no guia sobre taxa de câmbio e investimentos internacionais.

Quanto rendeu investir no S&P 500 a partir do Brasil em 2026?

Quem colocou R$ 10.000 no IVVB11 no último pregão de 2025, a R$ 424,20 por cota, tinha cerca de R$ 10.413 no fechamento de 7 de outubro, antes de impostos e custos de corretagem. Quem comprou o mesmo índice em dólar, por meio de um ETF americano como o SPY, viu o patrimônio em dólares subir perto de 14%, mas, convertido de volta para reais pela PTAX, o ganho ficou em torno de 3,4%.

Há outras portas de entrada para o índice na B3, como o GPUS11, e para ações específicas por meio de BDRs, como no caso da Apple (AAPL34). Em todas elas, o câmbio pesa. Ao comparar dois ETFs do mesmo índice, vale olhar também o tracking error, que mede quanto o fundo se afasta do índice que replica.

O que fazer com o dólar abaixo de R$ 5?

O dólar mais barato reduz o ganho de quem já tem investimentos lá fora, mas também barateia a entrada de quem quer começar. Com a PTAX a R$ 4,9935 em 7 de outubro, US$ 1.000 custam cerca de R$ 4.994, contra R$ 5.502 no fim de 2025. Desde 1º de outubro, a Resolução BCB 561 permite enviar até US$ 10 mil por operação pelo eFX, direto no aplicativo, como explicamos em investir no exterior pelo app com o eFX.

O próximo teste para a bolsa americana é a reunião do Federal Reserve de 27 e 28 de outubro, segundo o calendário oficial do banco central dos Estados Unidos. Para entender como as decisões de juros de lá chegam aos mercados daqui, veja o histórico das principais decisões do Fed e seus efeitos no Brasil. Quem prefere diversificar além das grandes empresas pode olhar o Russell 2000, índice das small caps americanas, ou os ETFs que pagam dividendos em dólar. Os dias de pregão e os horários de Nova York estão no calendário da bolsa americana.

Este conteúdo é informativo e não constitui recomendação de investimento. Rentabilidade passada não garante resultados futuros.

Perguntas frequentes sobre o recorde do S&P 500 e o IVVB11

Fontes: S&P Dow Jones Indices (fechamentos do S&P 500); Banco Central do Brasil, cotações PTAX; B3, cotações do IVVB11.