Melhores ETFs da B3: lista, rendimentos e como investir

Melhores ETFs na B3

Índice

Os ETFs (Exchange Traded Funds) ganharam protagonismo na B3 como porta de entrada para diversificação eficiente e de baixo custo. Em uma única cota, o investidor compra uma cesta de ativos e replica o desempenho de índices de ações, renda fixa, internacional ou cripto. Neste guia, comparamos os melhores ETFs da B3, organizados por tipo, com destaque para rendimento, gestor e perfil de risco.

Pontos-chave

  • BOVA11 e IVVB11 são os ETFs mais negociados da B3.
  • HASH11 lidera entre os ETFs de cripto.
  • DIVO11 e BBSD11 entregam dividendos em reais.
  • Sempre compare taxa de administração e liquidez.

O que são ETFs da B3 e como selecioná-los

ETFs são fundos negociados em bolsa que replicam a performance de um índice. Em uma operação, o investidor compra exposição a dezenas (ou centenas) de ativos, com custo de gestão menor do que fundos tradicionais e liquidez similar à das ações.

Principais tipos de ETFs na B3

  1. ETFs de Renda Variável: replicam índices de ações brasileiras. Exemplo: BOVA11 (Ibovespa).
  2. ETFs de Renda Fixa: replicam índices de títulos públicos ou privados. Exemplo: IMAB11 (IMA-B).
  3. ETFs Internacionais: exposição a índices estrangeiros. Exemplo: IVVB11 (S&P 500).
  4. ETFs setoriais: focados em segmentos específicos como financeiro, saúde ou tecnologia. Exemplo: FIND11 (financeiro).
  5. ETFs temáticos: replicam tendências como ESG ou inovação. Exemplo: ECOO11 (empresas sustentáveis).

ETFs na B3: o que considerar ao escolher

  • Objetivo de investimento: crescimento, renda ou diversificação.
  • Índice subjacente: entenda exatamente o que o ETF replica.
  • Taxa de administração: impacto direto no retorno líquido.
  • Liquidez: volume médio diário de negociação.
  • Risco: avalie a volatilidade do índice replicado.
  • Histórico de performance: não garante futuro, mas indica consistência.
  • Diversificação: como o ETF se encaixa na carteira existente.
  • Provedor do ETF: reputação e solidez do gestor.

Principais ETFs disponíveis no Brasil

Entre os mais populares na B3, destacam-se ETFs ligados a renda variável, internacional e criptoativos:

  • BOVA11 — iShares Ibovespa Fundo de Índice;
  • IVVB11 — iShares S&P 500 (BR);
  • SMAL11 — iShares Small Cap;
  • IMAB11 — iShares IMA-B (renda fixa);
  • HASH11 — Hashdex Nasdaq Crypto Index;
  • BITH11 — Hashdex Bitcoin Reference Price;
  • ETHE11 — Hashdex Ethereum Reference Price;
  • BLOK11 — Investo Blok (smart contracts);
  • QDFI11 — QR Bloomberg DeFi;
  • META11 — Hashdex Crypto Metaverse;
  • CRPT11 — Empiricus Teva Criptomoeda Top 20.

Em 2023, os ETFs de criptoativos lideraram a rentabilidade: o QDFI11 rendeu 35,69%, seguido pelo META11 (34,91%) e BLOK11 (31,49%). Em 2024-2026, ETFs de S&P 500 e de Ibovespa ganharam tração novamente, em linha com a normalização dos juros.

Em liquidez, o HASH11 mantém liderança no segmento cripto, com volume diário superior a R$ 5 milhões. Para quem está começando, vale ler o nosso guia para investir em criptomoedas no Brasil antes de alocar capital significativo.

Análise dos principais ETFs da B3

Comparativo direto entre os ETFs mais populares com índice, gestor e rendimento de referência:

TickerNomeÍndice de ReferênciaGestorRendimento (%) em 2023
QDFI11QR Bloomberg DeFiBloomberg Galaxy DEFI IndexQR Asset35,69
META11Hashdex Crypto MetaverseNasdaq Crypto Metaverse IndexHashdex34,91
BLOK11Investo BlokMVIS Crypto Compare Smart ContractInvesto31,49
HASH11Hashdex Nasdaq Crypto IndexNasdaq Crypto IndexHashdex17,81
ETHE11Hashdex Nasdaq Ethereum ReferenceNasdaq Ethereum Reference PriceHashdex18,41

Melhores ETFs da B3 que pagam dividendos

São ETFs que distribuem aos cotistas os dividendos das empresas que compõem o fundo. Servem como fonte de renda recorrente em reais:

IT NOW IDIV (DIVO11)

  • Índice de Referência: Índice de Dividendos (IDIV);
  • Gestor: Itaú Asset Management.

BB ETF S&P Dividendos Brasil (BBSD11)

  • Índice de Referência: S&P Dividendos Brasil;
  • Gestor: Banco do Brasil.

iShares Select Dividend ETF (BDVY39)

  • Índice de Referência: Dow Jones U.S. Select Dividend;
  • Gestor: BlackRock.

iShares Core Dividend Growth ETF (BGWH39)

  • Índice de Referência: Morningstar US Dividend Growth;
  • Gestor: BlackRock.

Global X SuperDividend US ETF (BDVD39)

  • Índice de Referência: SuperDividend® U.S. Low Volatility Index;
  • Gestor: Global X.

Global X SuperDividend ETF (BSDV39)

  • Índice de Referência: Solactive Global SuperDividend® Index;
  • Gestor: Global X.

iShares Core High Dividend ETF (BHDV39)

  • Índice de Referência: Morningstar Dividend Yield Focus Index;
  • Gestor: BlackRock.

ETFs internacionais: B3, EUA e Irlanda

Os ETFs locais da B3 são ótimos para começar, mas o investidor brasileiro tem alternativas no exterior que ampliam diversificação e eficiência fiscal. Os ETFs americanos oferecem maior variedade e liquidez globais, embora retenham 30% sobre dividendos. Já os ETFs irlandeses (UCITS) reduzem a retenção a 15% via tratados fiscais e são populares para longo prazo.

Para abrir conta no Brasil ou no exterior, pesquise as melhores corretoras para ETFs e compare custos de corretagem, custódia e câmbio.

Perguntas Frequentes sobre ETFs da B3

Conclusão: ETFs são atalho para a diversificação

ETFs transformaram a forma como o investidor brasileiro acessa diversificação. Em poucas operações, dá para montar uma carteira global com baixo custo e alta liquidez. A regra é simples: defina o seu objetivo, escolha ETFs cujo índice subjacente esteja alinhado a ele e mantenha disciplina em prazos longos. Para ampliar horizontes, considere combinar ETFs da B3 com opções no exterior. Investir na Ásia ou em ETFs europeus também são caminhos válidos.

Fontes consultadas