Guia Essencial: Mercado de Derivativos no Brasil

Se você é um investidor em busca de oportunidades e quer entender melhor o mundo dos derivativos, este guia é para você! 

O mercado de derivados pode parecer complexo, mas fique tranquilo! Neste artigo, veremos qual a sua importância no contexto brasileiro, os tipos mais comuns e como operar nesse ambiente. 

Vamos lá!

O que é mercado de derivativos?

O mercado de derivativos é um segmento do mercado financeiro onde são negociados contratos cujos valores derivam do comportamento de ativos como ações, commodities, moedas, índices, entre outros. 

Ele é importante para a economia global, permitindo a gestão de riscos e a busca por oportunidades de investimento.

Para compreender melhor o funcionamento do mercado de derivativos, assista ao vídeo da B3, a bolsa brasileira:

O mercado brasileiro de derivativos, segundo o estudo do Banco Central do Brasil, é considerado um dos mais desenvolvidos do mundo, refletindo a importância desse segmento para a economia nacional e global.

As estatísticas mostraram que os contratos futuros de dólar e de juros listados na B3 S.A. – Brasil, Bolsa, Balcão (B3) – estão na mesma lista dos mais negociados de todas as bolsas de futuros do mundo. 

Para se ter ideia, o volume de operações com derivativos nos EUA do tipo forward em real (R$) saltou de US$ 33,1 bilhões (2005) para US$ 292 bilhões (2018), conforme a pesquisa feita pelo Federal Reserve Bank of New York.

Pelo gráfico abaixo, podemos ver que o maior volume operado em derivativos de câmbio se estabeleceu a partir do início de 2004.

Exemplos de derivativos

Os derivativos podem ser aplicados em diversas situações. Por exemplo, um produtor agrícola pode usar contratos futuros para proteger o preço de sua safra contra possíveis quedas de mercado. 

Ao mesmo tempo, em que um investidor pode usar opções para especular sobre a valorização de uma ação sem precisar adquiri-la diretamente. Esses são apenas alguns exemplos de como os derivativos são utilizados no mercado financeiro.

Continue a leitura para ver os principais tipos e seus exemplos.

Quais são os tipos de derivativos mais comuns no Brasil?

No Brasil, assim como em outros países, o mercado de derivativos é bastante diversificado e oferece instrumentos, tanto para investidores quanto para as instituições financeiras, gerenciarem riscos e buscarem oportunidades de investimento. 

Alguns dos tipos de derivativos mais comuns negociados na bolsa de valores, são:

  1. Contratos futuros: permitem que investidores comprem ou vendam um ativo financeiro a um preço determinado para liquidação em uma data futura pré-estabelecida. São utilizados para commodities (café, boi gordo, milho, etc.), moedas estrangeiras (dólar futuro) e índices de ações (IBOVESPA futuro);
  2. Opções financeiras: são contratos que conferem ao seu titular o direito de comprar (opção de compra) ou vender (opção de venda) um ativo subjacente a um preço predeterminado em uma data futura. No país, as opções são negociadas tanto para ações individuais, quanto para índices de ações;
  3. Swaps: nesse tipo, as duas partes concordam em trocar fluxos de caixa futuros, geralmente associados a taxas de juros ou moedas. Eles são utilizados para gerenciar riscos de taxas de juros e para especulação;
  4. Contratos a termo: acordos entre duas partes para comprar ou vender um ativo em uma data futura por um preço determinado no momento da negociação. São negociados em mercados de balcão (over-the-counter – OTC) e podem ser personalizados conforme as necessidades dos envolvidos.

Esses são apenas alguns dos tipos de derivativos mais comuns negociados no Brasil. Cada um pode ser utilizado para diferentes propósitos, seja para especulação, hedging ou arbitragem. 

Por isso, tão importante quanto conhecer é entender bem o funcionamento e os riscos associados a cada tipo de derivativo antes de negociá-los. Acompanhe os próximos tópicos:

Como funciona o mercado derivativo?

O mercado opera por meio da negociação de contratos derivativos, que são instrumentos financeiros cujo valor deriva do desempenho de um ativo subjacente. 

Ela ocorre tanto em bolsas de valores quanto em mercados de balcão (OTC). Os principais participantes dele incluem investidores individuais, instituições financeiras, hedgers (gestores de risco) e especuladores.

Veja os mecanismos de negociação:

  • Contratos padronizados: muitos derivativos são padronizados e negociados em bolsas, o que significa que possuem características predefinidas, como tamanho do contrato, data de vencimento e forma de liquidação;
  • Bolsas e corretoras: são as facilitadoras das negociações de derivativos, pois conectam os investidores ao mercado, permitindo a execução de ordens de compra e venda;
  • Clearing house: a “câmara de compensação” atua como intermediária entre as partes em uma transação, garantindo a integridade do mercado e minimizando riscos;
  • Margem de garantia: os investidores são frequentemente obrigados a depositar um valor de garantia para cobrir possíveis perdas. Ele é ajustado diariamente com base nas variações de preço do ativo subjacente.

Quais são os riscos e retornos do mercado de derivativos?

Como vimos, o mercado de derivativos oferece tanto ganhos quanto perdas, então, é necessário avaliar os riscos, principalmente:

❌ Risco de mercado: eles estão sujeitos a flutuação de preço do ativo subjacente, o que pode resultar em perdas não previstas;

❌ Risco de crédito: existe o risco de inadimplência da contraparte, especialmente em transações de mercado de balcão;

❌ Risco de liquidez: alguns derivativos podem ter mercados menos líquidos, o que pode dificultar a compra ou venda no momento desejado;

❌ Risco operacional: falhas nos sistemas de negociação ou compensação podem causar problemas operacionais.

Ao mesmo tempo, podem trazer retornos significativos, como, por exemplo:

✅ Oferecem a oportunidade de operar com alavancagem, o que amplifica os ganhos potenciais;

✅ Permitem a diversificação da carteira, pois possibilitam a exposição a diferentes classes de ativos.

✅ Funcionam como proteção das carteiras contra movimentos desfavoráveis de preços, o chamado hedging.

Como operar no mercado de derivativos?

Agora, vamos entender, na prática, como operar no mercado de derivativos. Abaixo, apresentamos um passo a passo rápido para iniciar suas operações:

  1. Procure educação financeira: antes de começar a operar, busque entender os conceitos básicos dos derivativos, os diferentes tipos de contratos e suas características;
  2. Escolha uma corretora: abra uma conta que ofereça acesso ao mercado, um bom home broker, que seja confiável e que atenda às suas necessidades operacionais;
  3. Defina objetivos: qual a finalidade dos seus investimentos? Crie uma estratégia de operação. Decida se você está interessado em especular sobre movimentos de curto prazo ou proteger sua carteira de investimentos (hedging);
  4. Estude os ativos do mercado: realize uma análise do mercado e dos ativos subjacentes aos contratos derivativos que pretende negociar. Acompanhe as variações de preços, notícias econômicas e eventos que possam influenciar a sua decisão;
  5. Gerenciamento de riscos: crie limites de perda e utilize ordens de stop loss para proteger seu capital. Gerencie sua alavancagem com cuidado e fique ciente dos riscos de cada operação.

Conclusão

Como vimos, investir no mercado de derivativos pode trazer oportunidades interessantes, mas também envolve riscos a considerar. É necessário que o investidor esteja bem preparado e compreenda quais os mecanismos de funcionamento desse mercado.

Mas, fique tranquilo! Com esse material e seguindo o passo a passo, você estará preparado para começar a negociar esses ativos. 

Lembre-se sempre de investir com responsabilidade, realizar uma boa análise antes de cada operação e buscar orientação de profissionais qualificados quando necessário. 

Continue aprendendo com o conteúdo complementar: Como Investir em Derivativos Financeiros.

Tickmill

8/ 10

Mercado:

Europa, USA, Ásia

Execução rápida sem recotações, todas as estratégias de negociação permitidas.

Spreads desde 0.0 pips

Regulado por la FSA

*Tickmill não é regulada pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários) no Brasil. Não realizamos nenhuma atividade de marketing ativo nem oferta pública de valores para residentes no Brasil.

Depósito minimo:

R$508.39

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