Melhores ETFs de prata a partir do Brasil

Índice
Os melhores ETFs de prata cobram de 0,30% a 0,60% ao ano e dão exposição ao metal sem que você precise guardar uma barra em casa. Desde abril de 2026 o investidor brasileiro tem uma via a mais: o SLVR11, primeiro ETF de prata listado na B3, negociado em reais. Comparamos aqui as opções em dólar e em real, com custos, forma de réplica e perfil de cada uma.
Preço atualizado em setembro de 2026
O SLV (iShares Silver Trust) cotava a USD 59,93 em 20/09/2026, e o SIVR a USD 63,28 em 18/09/2026. A prata segue exibindo alta volatilidade em 2026, com sessões de queda superior a 20% em eventos geopolíticos. O SLVR11, da XP Asset, permite exposição direta em reais sem conta no exterior.
O que são ETFs de prata?
Os ETFs de prata são fundos de investimento negociados em bolsa que buscam replicar o desempenho do preço da prata. Eles podem fazer isso de duas formas: detendo fisicamente o metal precioso como ativo subjacente ou através de contratos futuros e derivativos relacionados à prata. Esses fundos são negociados em bolsas de valores, assim como as ações, proporcionando liquidez e facilidade de negociação aos investidores.
A principal vantagem dos ETFs de prata é que eles eliminam os desafios logísticos associados à compra, armazenamento e seguro do metal físico. Além disso, os ETFs de prata costumam ter custos menores quando comparados à compra direta de prata, tornando-os uma opção acessível e eficiente para aqueles que desejam exposição a esse metal precioso.
Por que investir em prata através de ETFs
Investir em prata por meio de ETFs é uma forma eficaz de obter exposição ao preço da prata sem a necessidade de comprá-la fisicamente. Esses fundos negociados em bolsa replicam o comportamento do preço da prata, tornando-os uma alternativa prática e acessível para os investidores. As principais vantagens de investir nos melhores ETFs de prata incluem:
- Diversificação: permite investir em prata junto com outros ativos financeiros, como ações, títulos ou moedas.
- Liquidez: facilita a compra e venda no mercado sem precisar lidar com a posse ou armazenamento físico da prata.
- Eficiência: em geral, os ETFs possuem taxas de administração mais baixas comparadas a outros produtos financeiros, oferecendo exposição direta ao preço da prata.
Adquirir prata via ETFs oferece uma maneira mais eficiente e orientada ao investimento do que a posse física do metal, que exige cofre, seguro e um comprador na hora de vender.

Melhores ETFs de prata
A seguir, vamos explorar alguns dos melhores ETFs de prata disponíveis no mercado. Cada um deles oferece características específicas que podem ser mais adequadas para diferentes perfis de investidores, dependendo de suas estratégias e objetivos financeiros.
SLV — iShares Silver Trust
O SLV iShares Silver Trust é um dos ETFs mais populares para investidores que desejam exposição ao preço da prata física. Lançado em 2006, o fundo busca replicar o preço à vista da prata de forma simples e acessível, sem a necessidade de os investidores adquirirem e armazenarem o metal físico. Isso o torna uma opção atraente para aqueles que querem uma exposição direta ao movimento de preços da prata sem lidar com os desafios logísticos de compra e armazenamento.
O SLV está listado na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE) e é amplamente negociado no mercado, com capitalização de mercado de aproximadamente USD 36,86 bilhões. A principal característica que distingue o SLV é sua longa trajetória no mercado e o apoio de grandes instituições financeiras, o que confere segurança e confiabilidade a longo prazo.
- Cotação (20/09/2026): USD 59,93
- Taxa de administração: 0,50% ao ano
- Réplica: física, prata alocada em cofre
- Capitalização: ~USD 36,86 bilhões
- Custodiante: JP Morgan Chase
- Acesso brasileiro: via corretora internacional ou BDR BSLV39 na B3
SIVR — abrdn Physical Silver Shares ETF
O SIVR abrdn Physical Silver Shares ETF também busca replicar o preço à vista da prata física. O fundo é gerido pela abrdn (ex-Aberdeen Standard Investments) e, assim como o SLV, detém fisicamente a prata como ativo subjacente, utilizando o JP Morgan Chase Bank como custodiante para armazenar o metal precioso em suas instalações.
A principal vantagem do SIVR em relação ao SLV é a taxa de administração de 0,30% ao ano, contra 0,50% do SLV, o que o torna mais eficiente para posições de longo prazo. A menor capitalização de mercado do SIVR pode resultar em spreads ligeiramente maiores em comparação com o SLV, mas para a maioria dos investidores de longo prazo essa diferença é marginal.
- Cotação (18/09/2026): USD 63,28
- Taxa de administração: 0,30% ao ano
- Réplica: física, prata em custódia no JP Morgan Chase
- Acesso brasileiro: via corretora internacional ou BDR SIVR39 na B3
SLVR11 — Trend ETF Prata (XP Asset)
O SLVR11 estreou na B3 em 20 de abril de 2026 como o primeiro ETF de prata de uma gestora brasileira. Administrado pela XP Asset, replica o desempenho da prata no mercado internacional seguindo o índice LBMA Silver, da ICE, com exposição cambial embutida. A estrutura é parecida com a do GOLD11, da mesma gestora, e a cota inicial saiu a R$ 50.
Para quem não quer abrir conta no exterior nem lidar com BDR, é a via mais direta: compra e venda em reais, pelo home broker de qualquer corretora da B3. Como a exposição é cambial, o retorno combina a variação da prata em dólar com a do câmbio.
ETF Global X Silver Miners (SIL)
O Global X Silver Miners ETF (SIL) investe em empresas envolvidas na mineração de prata, ao contrário dos ETFs mencionados anteriormente, que investem diretamente no metal físico. Ao investir no SIL, os investidores obtêm exposição às empresas que extraem a prata, o que pode oferecer um potencial de retorno maior, mas com um risco também elevado, já que o desempenho do fundo depende tanto do preço da prata quanto da performance operacional das empresas mineiras.
Com uma diversificação geográfica ampla, o Global X Silver Miners investe em empresas localizadas em países chave na produção de prata, como Canadá, México e Peru. Esse fundo é considerado mais volátil, já que o setor de mineração pode ser impactado tanto pelas flutuações de preço da prata quanto pelos fatores internos das próprias empresas, como questões operacionais ou geopolíticas. Portanto, é uma opção adequada para investidores que buscam maior potencial de retorno, mas que estão dispostos a assumir um risco maior.
O BDR BSIL39 está disponível na B3 para quem quer exposição a este ETF sem conta no exterior.
Comparativo dos ETFs de prata
Cada ETF de prata tem suas características únicas, e a escolha entre eles depende das suas necessidades específicas como investidor. Aqui está um resumo das principais diferenças:
| ETF | Tipo | Taxa Admin. | BDR na B3 | Melhor para |
|---|---|---|---|---|
| SLV | Prata física | 0,50% | BSLV39 | Maior liquidez, exposição central ao metal |
| SIVR | Prata física | 0,30% | SIVR39 | Menor custo de longo prazo |
| SLVR11 | Prata física (BR) | 0,60% | Direto na B3 em BRL | Investidor sem conta no exterior |
| SIL / BSIL39 | Mineradoras de prata | ~0,65% | BSIL39 | Maior upside potencial, maior risco |
O SIVR leva vantagem em taxa de administração sobre os outros ETFs físicos, com 0,30% ao ano. O SLV tem maior liquidez. O SLVR11 é a opção mais simples para o investidor brasileiro que não quer abrir conta no exterior, ainda que cobre mais caro pela conveniência.
Explicação:
- Taxa de administração: o SIVR leva vantagem sobre os outros ETFs, com a menor taxa de administração da comparação.
- Capitalização e volume: o SLV lidera tanto em capitalização de mercado quanto em volume diário de ações negociadas, enquanto o Global X Silver Miners se destaca pela maior exposição geográfica, focando em empresas de mineração.
- Exposição geográfica: enquanto o SLV e o SIVR estão exclusivamente focados no preço da prata física, o Global X Silver Miners oferece diversificação geográfica, investindo em empresas localizadas em várias regiões importantes para a mineração.
- Volatilidade e dividendos: o Global X Silver Miners apresenta maior volatilidade, mas oferece dividendos, algo que os outros dois ETFs não proporcionam.
- Custodiante: tanto o SLV quanto o SIVR utilizam o JP Morgan Chase como custodiante para armazenar a prata física, enquanto o Global X Silver Miners não exige custódia, já que se baseia em empresas de mineração.
Estratégias para investir em ETFs de prata
Existem diferentes estratégias que os investidores podem adotar ao incluir ETFs de prata em suas carteiras. Algumas das mais comuns incluem:
- Diversificação do portfólio: incluir ETFs de prata como uma pequena parte do portfólio (5%–15%) para reduzir a volatilidade geral, aproveitando a correlação negativa da prata com alguns ativos de risco.
- Proteção contra inflação: a prata, assim como o ouro, tende a manter valor em períodos de alta inflação. Com o IPCA acumulado em 4,22% em 12 meses (agosto de 2026) e a Selic em 13,75% ao ano, os metais preciosos entram como complemento, não como substituto da renda fixa.
- Combinação física + mineradoras: uma alocação comum entre investidores experientes é 70% SLV/BSLV39 mais 30% SIL/BSIL39, balanceando exposição direta ao metal com potencial de valorização das mineradoras.
- Atenção à volatilidade: em 2026 a prata exibiu oscilações fortes, com quedas pontuais de mais de 20% em sessões de eventos geopolíticos. Adequada apenas como posição satélite para a maioria dos perfis.
Quem monta uma carteira de metais estratégicos costuma combinar a prata com outras teses ligadas à eletrificação e à tecnologia, como investir em terras raras. E como todos esses ativos são cotados em dólar, entender a exposição cambial é parte do trabalho: as melhores corretoras de forex no Brasil ajudam a dimensionar esse risco.
Como investir em ETFs de prata no Brasil
Para investir em ETFs de prata, você precisará de uma conta em uma corretora que ofereça acesso a esses produtos. Existem hoje três vias para o investidor brasileiro:
- BDRs na B3 (BSLV39, SIVR39, BSIL39): negociados diretamente na B3 em reais, sem necessidade de conta no exterior. É a forma mais simples e acessível.
- SLVR11 na B3: ETF brasileiro de prata da XP Asset, listado na B3 desde abril de 2026 e negociado em reais. É a opção mais direta para exposição ao metal sem abrir conta no exterior.
- ETF direto via corretora internacional: com conta em dólares, permite acesso ao SLV e ao SIVR com maior liquidez e menor spread.
Uma vez que tenha escolhido a corretora e o ETF, o processo de compra é similar ao de qualquer ação: basta inserir a ordem de compra pelo ticker desejado.
Continue sua jornada em commodities e ETFs
O mercado de matérias-primas oferece diversas camadas de especialização. Se você quer ir além do índice geral e focar em setores específicos ou entender a base do investimento no Brasil, explore nossos guias:
Guia fundamental
- Como Investir em Commodities no Brasil: O passo a passo completo para iniciantes no mercado brasileiro.
Melhores ETFs por setor
- ETFs de Cobre: Descubra os fundos que lideram a tese da transição energética e eletrificação.
- Investir em Urânio: Como acessar o mercado de energia nuclear através de ações, ETFs e derivativos.
- ETFs de Petróleo: Acompanhe o preço do barril e as maiores petrolíferas do mundo via ETFs.
Qual ETF de prata escolher segundo o seu perfil
A escolha se resume a duas perguntas: você quer o metal ou as empresas que o extraem, e prefere operar em dólar ou em reais. SIVR cobra menos para carregar posição, SLV entrega liquidez, SLVR11 resolve quem não quer conta no exterior e SIL entrega o risco das mineradoras.
Uma diferença de 0,30 ponto percentual na taxa parece pouco, mas em uma década corrói uma fatia relevante do retorno. Compare a taxa com o quanto você valoriza a conveniência e limite a posição ao peso de satélite que o metal merece na carteira.
Perguntas frequentes sobre ETFs de prata
Fontes consultadas:
- Emissores dos fundos (iShares, abrdn e XP Asset), fichas oficiais e taxas de administração.
- B3 (Brasil, Bolsa, Balcão), listagem de ETFs e BDRs de ETFs.
- Banco Central do Brasil, taxa Selic e IPCA acumulado em 12 meses.